OPINIÃO

O compromisso do PSDB é com o Brasil

Todas as reformas e a própria retomada da economia só foram possíveis porque o PSDB se manteve na base de apoio do governo Temer.

15/06/2017 19:06 -03 | Atualizado 15/06/2017 19:06 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Líderes do PSDB, senador Jereissati e governador Alckmin, reuniram cúpula da sigla em Brasília esta semana.

Ao decidir pela manutenção do apoio ao governo de Michel Temer, o PSDB está sendo coerente com a postura dos últimos tempos. Não podemos esquecer que foi o PSDB o protagonista do processo de impeachment de Dilma Roussef no Congresso. Eu, inclusive, participei da Comissão do Impeachment e da CPI da Petrobras.

Sabíamos que, com a saída de Dilma, Temer assumiria a Presidência. Mas nosso compromisso não é com Temer, e sim com o País, com as reformas e com a retomada do desenvolvimento econômico e com a volta dos empregos.

Logo que Temer assumiu, o PSDB elaborou um documento com 15 propostas que defendia e que deveriam ser implementadas imediatamente. Destas, pelo menos sete ou oito já estão em andamento.

Entre elas, cito a aprovação da PEC que limita os gastos públicos e que já teve como consequência uma queda significativa na inflação e na taxa de juros.

Outros itens colocados no documento do PSDB e já implementados total ou parcialmente pelo presidente Temer são: a profissionalização das estatais, com o fim de nomeações políticas; a reforma trabalhista, para a qual só falta aprovação no Senado; e a reforma tributária, que já começou a ser discutida no Congresso. Tem também a reforma do ensino médio e a regularização fundiária, já aprovadas a partir de medidas provisórias das quais fui presidente das respectivas comissões mistas.

Todas essas reformas e a própria retomada da economia só foram possíveis porque o PSDB se manteve na base de apoio ao governo federal. O PSDB é uma das maiores bancadas do Congresso e tem em seus quadros pessoas de alto nível e com grande experiência administrativa.

Não podemos esquecer que o partido governou o Brasil de 1995 a 2002 e que foi neste período que o País acabou com a hiperinflação e estabilizou a economia.

Claro que defendemos que todas denúncias sejam apuradas com isenção e responsabilidade, para punir os que efetivamente tiverem culpa e inocentar quem não tiver cometido nenhum crime. Mas precisamos pensar no Brasil e nas medidas que afetam o dia a dia do cidadão.

Simplesmente sair do governo não resolveria os graves problemas que o País enfrenta. Muito pelo contrário. Causaria um retrocesso com a paralisação das reformas e da retomada da economia.

Não fazemos parte do time "quanto pior, melhor". Nem tampouco consideramos ter credibilidade de quem até pouco tempo defendia um governo corrupto e que levou o Brasil à maior crise econômica e política das últimas décadas.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

LEIA MAIS:

- O que está em jogo na decisão do PSDB de romper ou não com Temer em 5 pontos

- O PSDB não pode ter no comando alguém mais interessado em salvar a própria pele

Julgamento TSE chapa Dilma-Temer