OPINIÃO

Papa responde sobre 'La Mano de Dios' a matemático brasileiro

15/06/2016 13:02 -03 | Atualizado 15/06/2016 13:02 -03
Vatican Pool via Getty Images
ROME, ITALY - JUNE 13: Pope Francis visits the The United Nations World Food Programme headquarter on June 13, 2016 in Rome, Italy. Pope Francis on Monday made his first visit to the United Nations World Food Programme, the United Nations agency that fights hunger. It is the first ever Papal visit to WFP, and comes during the first year of work towards the landmark Sustainable Development Goals. (Photo by Vatican Pool/Getty Images)

Se você tivesse frente a frente com o Papa, o que diria?

Rafael Procópio, professor de matemática carioca não pensou duas vezes. Perguntou sobre aquilo que muita gente se questionou e se questiona até hoje. Teria sido "La mano de Dios" de fato uma obra divina?

Frente ao papa mais irreverente que se tem notícia, a resposta foi carregada de bom humor e caracterizada por uma outra pergunta. "Cachaça é água?"

Diante da negativa óbvia, se cachaça não é água, o Deus cristão obviamente não teve nada a ver com o episódio. Palavras de seu representante maior.

Mas por que esse artigo está sendo abrigado nessa coluna, que trata de Ciência? Simples. Essa indagação não foi o motivo que levou Procópio ao Vaticano.

O professor, nascido em uma favela carioca, atualmente é pós-graduado em Ensino de Matemática pela UFRJ e desde 2015 largou seu emprego formal em salas de aula para tocar o Matemática Rio, canal no Youtube criado em 2010, hoje com mais de 354.000 inscritos e recentemente adicionado à rede científica Science Vlogs Brasil.

Procópio foi o único brasileiro selecionado, dentre outros youtubers ligados à educação ao redor do mundo, para discutir o projeto Scholas Ocurrentes, de iniciativa do Papa Francisco, que tem como objetivo integrar uma rede de escolas comprometidas a revolucionar os métodos de educação que acompanhem as profundas mudanças pela qual o mundo está passando, alcançando a paz.

Tomando-se como próprio exemplo, Rafael inicia a conversa pedindo a opinião do Papa sobre conselhos encorajar esforços pessoais. O Pontífice afirma que a resignação é uma consequência perigosa para aqueles que passam por dificuldades e que o ideal é que se busque e que se promova a motivação diante das intempéries, desde que seja sempre em um sentido altruísta e que para isso é necessária a integração entre povos.


Declaradamente ateu, a maneira como o professor encarou o desafio e a oportunidade diante da maior autoridade religiosa do mundo pode e deve servir como exemplo para o diálogo ideal entre pessoas de diferentes credos, o que me parece ser também uma das premissas de Francisco.

Para finalizar, o Papa mais uma vez dá seu tom de irreverência. "Quem foi o melhor, Maradona ou Pelé?"

A resposta do Rafael, obviamente, você já sabe.

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