OPINIÃO

Entrevista com a Milk Queen, de RuPaul's Drag Race

21/11/2014 13:17 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
reprodução

Com colaboração de Raquely Ramalho e Flavimar Diniz.

2014 foi o ano de copa do mundo no Brasil, ano de eleições (que já foram tarde) e ainda teve o carnaval com todo mundo mostrando o samba no pé (hahahh), mas para a comunidade gay (fag hags inclusas :P) foi o ano das Drags! RuPaul's Drag Race definitivamente entrou na boca da galera, as músicas da drag mãe americana caíram na pista de dança e todo mundo se confessou ao som delas.

Como meteoros incandescentes as guurrrrlllzzz de mama ru tem colocado o Brazil em sua escala de apresentações para o deleite de todos os fãs deste país varonil! Na próxima quarta-feira, dia 26/11, é a vez de Porto Alegre receber Raja Gemini (campeã da terceira temporada), Willam Belli (4ª temporada) e Milk Queen (6ª temporada) para a Xtravaganza Drag Party

Conversei com a Milk por e-mail sobre a sua vinda a Porto Alegre, cultura brasileira e sobre o ser drag... pega a peruca, arruma a maquiagem e vem comeego bee! #Katylene:

Brasil Post: Como você começou sua carreira e como foi parar em RuPaul's Drag Race?

MILK QUEEN: A primeira vez que me montei foi por causa de um namorado há uns sete anos. Ele e alguns amigos se vestiam de mulher e dublavam músicas pop na sala de casa (eles moravam juntos). Isso me chocou em um primeiro momento mas depois eu vi como eles se divertiam e eu fiquei com uma certa inveja. Então comecei a participar dessa brincadeira.

Brasil Post: Você pode nos contar sobre seus projetos desde o fim do programa?

MILK: Eu estou viajando muito desde o fim do show! Com um empurrãozinho maior, por sermos agora garotas da RuPaul, é importante devolvermos a ajuda. Eu passei também a fazer parte de algumas instituições de caridade. Eu apresentei um evento para angariar fundos para a Rainbow Railroad, uma organização que ajuda pessoas LGBT que sofreram intolarância, violência ou perseguição. Eu também sou modelo para a camiseta de alerta ao câncer de pele criada pelo Marc Jacobs. Toda a verba obtida com a venda das camisetas vai diretamente para o centro médico da New York University que pesquisa câncer de pele.

Brasil Post: Qual é sua relação com as outras drags e com a RuPaul após o show?

MILK: Tenho contato com a maior parte. O que é mais legal é encontrar e conhecer as drags de outras temporadas, como Willam e Raja.

Brasil Post: Você tem um estilo único de se montar, geralmente partindo para um lado mais cômico/caricato. Quem te inspira e por que você escolheu ser mais cômica que clássica, por exemplo?

MILK: Quando eu vou a uma boate e vejo um show, eu adoro ver paixão numa performance e perceber que ela está se divertindo com o que faz. Eu levo isso em conta quando me monto. Eu adoro as drags tipo miss e as muito certinhas também! Isso me fascina, acho deslumbrante, mas não é para mim! Eu me inspiro muito nos anos 90, na cena das boates daquela época, e nas visionárias Leigh Bowery, Pam Hogg, entre outras.

Brasil Post: Essa é sua primeira vez ao Brasil. O que você sabe sobre nossa cultura, nossa arte e moda?

MILK: Eu tenho um amigo brasileiro que grita ALOKA o tempo todo, então eu sei isso... (eu não sei se isso é uma coisa boa ou ruim). Também conheço a depilação brasileira e as castanhas (nesta parte da entrevista Milk coloca que gosta de Brazilian Nuts... na gíria gay americana nuts tb significa testículos, pergunto pra ela em Porto Alegre qual sentido ela quis falar! hahaha)! Eu estou muito empolgada para ver e aprender muito mais nessa viagem.

Leia a entrevista completa no Closet Online ->Ru-Entrevista com a Milk Queen, de RuPaul's Drag Race [EXCLUSIVO]


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