OPINIÃO

Tudo o que você quer ser

02/02/2016 18:01 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Reprodução/Instagram

Acho muito bonita a discussão "cabeça" sobre brinquedos e diversidade.

Na verdade, acho lindo quando pessoas enquadradas no padrão de beleza eurocêntrico resolvem, diante de uma Barbie negra, problematizar o quanto não existe salvação diante dos produtos industrializados, apontando a "ingenuidade" dos ativistas que comemoram a "Barbie da diversidade".

Indo aos fatos:

Todas as crianças que eu conheço/conheci - não são poucas - consomem/consumiram brinquedos feitos por grandes corporações - mesmo os pimpolhos cujos pais tem grana para pagar o olho da cara nos chamados "brinquedos abertos", à venda em lojas descoladas.

Assim, vale perguntar:

Se não é o ideal ter grandes empresas ditando/validando padrões, qual é hoje nossa alternativa real?

A falta de uma solução mágica e redentora é motivo para minimizar o sucesso do "não me reconheço, não compro"?

Parece que, também nesse tema da representatividade, os que menos sofrem com "esse sistema bruto e cruel" são os que têm mais paciência para esperar as "verdadeiras mudanças", minimizando qualquer avanço real.

É a máxima do Brás Cubas: "suporta-se com paciência a dor do próximo".

Mas nós aqui, enfrentando o mundão real, não temos vergonha de dizer:

que ÓTIMO finalmente encontrar nas prateleiras brinquedos parecidos conosco!

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