OPINIÃO

Mila Kunis vai aprontar altas confusões na nova aventura dos irmãos Wachowski

03/02/2015 18:36 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
divulgação

Explosões, correria, personagem feminina forte em perigo, um fortão para salvá-la, alienígenas e efeitos especiais. Estão na mesa, ou melhor, na tela do cinema, os ingredientes para um blockbuster adolescente no melhor estilo Sessão da Tarde - o que de forma alguma é algo ruim. Estrelado por Mila Kunis e Channing Tatum, O Destino de Júpiter é a nova aposta dos diretores Lana e Andy Wachowski, criadores da trilogia Matrix, e estreia nos cinemas brasileiros nessa quinta-feira, 5.

Se em seu trabalho mais famoso os irmãos inseriram conceitos filosóficos na trama de ficção científica, em O Destino de Júpiter permanece a questão d'O Escohido - no caso, Escolhida - mas as questões existenciais dão lugar a uma tensão amorosa. Kunis vive Júpiter Jones, garota pobre e aparentemente comum que ajuda a família limpando banheiros de gente rica. Um certo dia, o humano geneticamente modificado Tatum chega de outro planeta para buscá-la, pois uma das famílias mais poderosas da galáxia tem assuntos a tratar com Júpiter.

Todo o conceito que permeia o universo do filme é muito interessante, mas pouco aproveitado já que o propósito é o desenvolvimento dos personagens como casal. A Terra está envolvida em um contexto de exploração intergalática servindo de plantação de algum mineral importantíssimo para outros planetas mais desenvolvidos, uma espécia de fazenda. Só que, ao que tudo indica, a colheita desse material pode prejudicar a vida dos terráqueos, que nem desconfiam dessa realidade. A forma como Júpiter se encaixa nisso tudo é um dos argumentos mais cativantes da trama e une ciência e religião (dizer mais já seria spoiler).

Kunis convence como protagonista, sobretudo quando sua veia cômica é solicitada em cena. Mas a tentativa de criar uma nova heroína nos cinemas se mostra falha porque a personagem se mete em muita confusão e toda hora precisa ser salva. O personagem de Tatum não chega a crescer com tudo isso porque as situações não acontecem pela simples reprodução da "mocinha em perigo", mas para enaltecer o caráter romântico dos protagonistas. Serve como uma bela distração para o público que mal voltou às aulas - ou seja, uma baita Sessão da Tarde.

Curta a gente no Facebook |
Siga a gente no Twitter

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.


Para saber mais rápido ainda, clique aqui.

VEJA TAMBÉM:

15 filmes que você não pode perder neste ano