OPINIÃO

Líderes da Indústria Comprometem-se com o Movimento 'Livre de Gaiolas'

06/12/2016 11:24 -02 | Atualizado 06/12/2016 11:24 -02

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O bem-estar animal se tornou uma questão prioritária de responsabilidade social corporativa para o setor alimentício no Brasil, e um número crescente de líderes da indústria está reforçando suas políticas de bem-estar animal, comprometendo-se com uma cadeia de fornecimento de ovos 100% livre de gaiolas.

No Brasil, grande parte das galinhas poedeiras é confinada por toda a sua vida em gaiolas de arame - conhecidas como gaiolas em bateria - tão pequenas que as aves mal conseguem se mover e não podem sequer esticar suas asas. Sistemas de produção livres de gaiolas permitem que os animais expressem mais comportamentos naturais, o que inclui andar, empoleirar-se e botar ovos em ninhos.

Ao longo deste ano, algumas das maiores empresas do setor alimentício na América Latina se uniram ao movimento global livre de gaiolas em bateria, libertando dezenas de milhões de animais de uma vida de extremo confinamento. Trabalhando em parceria com a Humane Society International (HSI), grandes empresas como Alsea, GRSA, Sodexo, Grupo Bimbo, Subway e Burger King adotaram políticas livres de gaiolas em bateria. A Arcos Dorados, que opera os restaurantes do McDonald's em toda a região e é a maior cadeia de restaurantes de fast food da América Latina, também anunciou uma política 100% livre de gaiolas e declarou:

"Ser a marca líder na América Latina e no mundo nos desafia a liderar esse tipo de iniciativa. Continuaremos garantindo o consumo de produtos de qualidade a nossos clientes, de acordo com as políticas de bem-estar animal...Mais uma vez, nossa cadeia de abastecimento se antecipa às expectativas e demandas dos consumidores."

A Arcos Dorados opera mais de 2.100 restaurantes do McDonald's em 20 países da América Latina.

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Essa mudança para melhores padrões de bem-estar animal está acontecendo à medida que mais brasileiros fazem perguntas sobre como seus alimentos são produzidos, especialmente no que diz respeito ao tratamento dos animais. Além disso, as empresas entendem que tratar melhor os animais é bom para os negócios. Um estudo conduzido pelo Instituto Akatu, uma instituição líder em pesquisa especializada em consumo sustentável, descobriu que quase 90 por cento dos brasileiros preferem comprar produtos que não tenham sido produzidos com crueldade animal, mostrando que os consumidores se preocupam como os animais são tratados na produção de alimentos. A maioria dos brasileiros acredita que confinar animais em gaiolas apertadas é antiético de acordo com a maneira que eles deveriam ser tratados.

Instituições financeiras têm observado essa tendência. O Citigroup relata, por exemplo, que a crueldade animal é um "risco central" para as empresas de alimentos, enquanto a Corporação Financeira Internacional (IFC) do Banco Mundial relata que isso pode "colocar as empresas e seus investidores em uma desvantagem competitiva".

Nós da HSI estamos orgulhosos de trabalhar com a indústria de alimentos no Brasil e ao redor do mundo, e ser parte dessa mudança para um sistema alimentar mais humano - um que esteja melhor alinhado com os valores dos consumidores.