OPINIÃO

O paraíso dos aventureiros

04/02/2016 11:53 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Olá, Aventureiros!

Como contei para vocês, nos últimos meses, atravessando o Pacífico, vimos muitos lugares lindos e vivemos diversos momentos inesquecíveis: nadamos com baleias, tubarões e peixes de todas as cores. Mas, quando nos despedimos da Polinésia e zarpamos rumo à Nova Zelândia, lembrei que nosso próximo destino é "O" lugar de aventura, que merece ser destacada, pelo menos, por mais essa vez.

Por aproximadamente um ano, vivenciei experiências que nem tinha imaginado ainda, como navegar por glaciais, caminhar por um continente gelado, conferir de perto a cultura mítica da Ilha de Páscoa etc. Mas, mesmo assim, na verdade, eu nunca tinha feito nada tão radical como tudo que fiz em um único lugar: na Nova Zelândia.

Então, aqui, preciso fazer uma pausa e destacar como sou agradecido ao espírito aventureiro dos meus avós Vilfredo e Heloísa que, há 30 anos, tomaram uma decisão que mudaria - positivamente - a vida de toda a Família Schurmann e despertaria em cada um de nós esse mesmo espírito aventureiro. Ah! Um obrigado especial para toda a tripulação do veleiro Kat, que também me motivou a fazer tudo o que fiz na Nova Zelândia!

Retomando!

Ficamos na Nova Zelândia por cerca de 10 dias e, nesse curto período, me identifiquei demais com a região. Até agora, foi o país que mais se encaixou comigo. Nossa chegada por lá seguiu o "estilo Schurmann": intenso e rápido! Fizemos a manutenção no veleiro, alugamos um motorhome, conhecemos diversos lugares e... fomos embora. Mas nossa rápida passagem deu espaço para uma programação extensa e com muitas aventuras.

Vivendo há meses no mar, minha primeira experiência marcante foi assumir o papel de piloto do motorhome. Nunca imaginei pegar um "carro" tão grande na minha vida! Realmente, uma experiência com muita emoção. Às vezes até assustador. Andamos mais de 1,1 mil quilômetros e me senti realizado.

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Nosso primeiro destino foi Auckland. Chegando na cidade, de longe, avistamos o Skytower, maior prédio do Hemisfério Sul com 193 metros de altura. E foi lá em cima, que aconteceu nossa primeira tarefa: caminhar numa plataforma instalada na parte exterior. Apesar de estarmos amarrados por dois cabos, confesso que eu e o capitão Vilfredo chegamos a ter uma pontinha de dúvida se era realmente seguro.

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Convencidos que sim, era 100% seguro, fizemos o percurso superando alguns desafios tensos, como andar para trás com os olhos fechados ou nos pendurar na borda da plataforma. O vento soprava e, lá em cima, impossível não sentir um pouco de medo, que foi bravamente enfrentado por duas gerações Schurmann: meu avô e eu.

Mas não parei nessa caminhada. Estimulado pela sensação incrível de vitória, de superação do medo, aproveitei para me jogar, literalmente, daquele enorme prédio. Sim! Lá mesmo, mais adrenalina com bunge jump. Foi o maior pulo da minha vida! Saltei e, em apenas 10 segundos, já tinha descido os 193 metros de altura e estava com meus pés no chão. Vivo, sem fôlego e tremendo.

Então, para relaxar, durante a tarde, eu e o capitão entramos numa grande bola plástica, com água dentro, que foi nosso "meio de transporte" para uma superdivertida descida de montanha. A gente não conseguia parar de rir.

Nossos dias na Nova Zelândia eram bem corridos e, em Auckland, não podia ser diferente. Com minhas habilidades de motorista profissional, chegamos em pouco tempo para a próxima "loucura" do dia: uma tirolesa que vai a 85 km/h, com um pôr do sol incrível. Mais um medo superado e uma aventura realizada! Todos na equipe me olhavam e perguntavam "como você fez isso"? Minha resposta: "só fiz...mas nem acredito que fiz".

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Considerando que essas experiências aconteceram em apenas um dia, em uma mesma região (em Auckland), acredito que a Nova Zelândia tem a melhor estrutura para aventureiros. Durante nossa passagem por lá, todos os lugares visitados tinham alguma atração radical. E eu, claro, aproveitei tudo que podia. Quer dizer, quase tudo. A única coisa que não consegui fazer por uma questão de falta de tempo foi rafting. Dizem que é uma loucura!

Mas ainda estou nos meus 20 poucos anos e, com certeza, pretendo voltar lá. E aqui fica minha dica para todos os aventureiros do Brasil: preparem-se para radicalizar na Nova Zelândia! Se quiserem mais um pouco de incentivo, confiram nossos vlogs com essas e outras aventuras:

Pulando da torre mais alta do Hemisfério Sul

A incrível vista de Rotorua

Explorando um navio afundado, o Rainbow Warrior

Abraços,

Emmanuel.

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