OPINIÃO

O mundo em 7 ilhas inesquecíveis para a tripulação da Expedição Oriente

11/04/2016 12:23 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

MOPÉLIA, POLINÉSIA FRANCESA

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Difícil chegar neste lugar, mas a Mopélia abre a lista de favoritos. Antes de entrar no atol, vimos algumas baleias e foi assim que as águas claras da Polinésia nos convidaram a entrar. Minha decisão de subir o mastro (pela primeira vez na minha vida) foi genial e curti tudo lá de cima, até o momento da ancoragem. Na ilha de Mopélia, moram 15 pessoas. Lá só tem um carro. Longe de tudo, essa pode ser a razão pela qual a ilha continua tão linda e conservada. Normalmente, quando chegamos em um lugar novo, a tripulação toda pula na água para se refrescar no nosso "quintal". Mas, dessa vez, a gente tomou mais cuidado, pois o "quintal" poderia se transformar em "restaurante", tendo a tripulação como prato principal dos tubarões! Em pouco tempo, tinha mais de dez tubarões circulando o nosso barco.

Pisamos na Ilha com fotos antigas, esperando reencontrar por pessoas conhecidas em outras expedições da Família Schurmann. Primeiro encontramos o Rio. Nas fotos, ele aparece com apenas 2 anos. Os pais dele são amigos do Capitão (Vilfredo Schurmann) e da Formiga (Heloisa Schurmann) e ainda moram na ilha. Uma coincidência e surpresa que parecia combinada.

Naqueles dias, aprendemos como é morar em uma ilha deserta e o que seus poucos habitantes fazem no dia dia. O Rio nos ensinou fazer fogo, caçar "coconut crab" (caranguejo-dos-coqueiros), subir nos coqueiros, abrir cocos, pescar lagosta e fazer pão de coco. Nossos momentos com eles foram espetaculares.

No último dia, dormimos na praia vendo as estrelas. De manhã, acordamos com o sol nascendo, Era hora de nos despedir. Recebemos colares de conchas (como tradição da Polinésia) e todos choraram. Foi emocionante.

DECEPTION ISLAND, ANTÁRTICA

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Esta ilha fria e longe também é de difícil acesso e entrou na minha lista por vários motivos. A neve espalhada no chão, entre os pinguins e leões-marinhos, era fascinante de ver. A ilha branca é a cratera de um vulcão ativo, que entrou em erupção pela última vez em 1970. Quando chegamos, parecia a cena de um filme: uma estação abandonada de baleias e, ao redor, altas montanhas cobertas por neve com vapor saindo da beira das praias. Tinha tanta informação para meus olhos, que fiquei impressionado. A ilha tem trilhas para subir e curtir a vista do alto (e, claro, tirar uma foto). Você pode tomar banho nas águas termais, à beira do mar, com leões-marinhos por perto. Uma dica par os velejadores: na Antártica, um desafio é saber quais são as áreas boas para se proteger de ventos indesejáveis. Esse é um lugar, onde podemos descansar sem preocupação. Isso porque a ilha é coberta de todos os ângulos e tem uma das baias mais seguras.

MANGAREVA, POLINÉSIA FRANCESA

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Famosa pelas fazendas de pérolas negras, Mangareva é um lugar especial, localizado entre a Ilha de Páscoa e o Taiti. É a maior do grupo de ilhas de Gambeir. Com uma população fixa de 1.239, é um pequeno paraíso com pessoas amigáveis. No primeiro dia, fizemos amigos, que depois nos convidaram para comer na casa deles. Um banquete! Com a entrada, experimentamos um carpaccio de ostras de pérolas negras, coberto por gengibre. Dissolvia na boca de tão amacio. As frutas locais são abundantes e deliciosas. Pode-se achar um monte de árvores de toranjas gigantes a cada 5 metros e, se tiver vontade, você mesmo consegue abrir uma com a própria mão. Rica em frutas de todos os tipos, saímos da ilha muito bem abastecidos com bananas, toranjas e mamões. Nunca vou esquecer da gente indo embora com o dinghy (bote) literalmente cheio! Tudo dado por várias pessoas da ilha!

ILHA DE PÁSCOA, CHILE

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Famosa pelas estatuas conhecidas por Moais, a Ilha da Páscoa entra nessa lista por suas energias mágicas e misteriosas. Nossa travessia mais longa, durante a Expedição Oriente, até hoje, foi de Puerto Montt para lá. Passamos por ondas grandes e ventos fortes e chegamos em 13 dias. Hoje, você pode chegar de avião e, dependendo da previsão de tempo, os aviões podem pousar na ilha ou voltar ao ponto de partida por causa dos ventos fortes. Os Moais estão no centro da ilha e espalhados pela costa. Até hoje, existem algumas teorias de como foram parar lá. Podem ter sido transportados, arrastando-os em cima de troncos de árvores (justificando porque não tem tantas árvores na ilha) ou que foram levadas por cabos ou por algum espírito. No final, a história em sim já é uma razão para visitar a ilha. Algo para experimentar e comer: pastel de atum! Não é como qualquer um e pode ser encontrado tem vários lugares da ilha. Depois de algumas semanas lá, achamos uma moça que fazia o melhor pastel de atum, cebola e queijo. Uma delícia que vale a pena!

TAITI, POLINÉSIA FRANCESA

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Quando chegamos no Taiti, me dei conta de quantos barcos e pessoas tinham lá. O Taiti que estava na minha cabeça era um lugar onde as pessoas andavam praticamente sem roupa, tomando água de coco... Uma ilusão! Esse famoso paraíso, hoje, está bem modernizado com todos tipos de lojas, marcas e restaurantes. Para mim, foi uma grande surpresa, que adorei! O lugar oferecia tudo que não tínhamos desde a América do Sul. Um dos melhores lugares para comer fica na cidade, perto do porto. Uma praça quase à beira-mar com vários "roulottes" (os famosos "foodtrucks", febre aí no Brasil também). Nessa praça, encontra-se diversas especialidades: peixe, shushi, carne, pizza e comida chinesa, por exemplo. O lugar tem tudo e por um preço razoável. Curtimos todos os cantos da ilha e fomos até o outro lado do Taiti. No Tahiti-iti (o Pequeno Taiti), acontecia um campeonato de surf e fomos lá torcer pelos brasileiros Felipe Toledo, Gabriel Medina, Bruno Santos e Adriano Souza. Ficamos até terminar o campeonato e foi muito legal ver as ondas famosas pela grandeza e pelo perigo de Teahupo'o. E ainda pulei na água com fotógrafos brasileiros, que vivem fazendo fotos dentro dessas ondas. É de tirar o fôlego!

MOOREA, POLINÉSIA FRANCESA

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Iorana! ("Olá", na língua nativa) Aproximadamente 17 quilômetros do Taiti, você pode ir para a Moorea de avião, balsa ou veleiro, claro. Moorea é conhecida como a ilha do romance. Muito menos habitada que o Taiti, a ilha tem alguns resorts para relaxar, montanhas para fazer trilhas e restaurantes para comer e curtir o ambiente tropical. As águas cristalinas são a casa de muitas baleias. Foi aqui onde a tripulação da Expedição Oriente ficou lado a lado com baleias gigantes! Fomos com o biólogo Michel Pole, que as estuada há muito tempo e nos levou para dentro da água com elas. Uma experiência única, que nunca imaginei vivenciar. Ainda é possível ir lá e ver as baleias nadando livremente nas águas da Polinésia. Recomendo a todos. Fome no paraíso? Aqui foi onde comi o melhor "poisson cru", feito por uma amiga do meus país e avós, Annita, que preparou o prato típico como uma nativa. Ingredientes para quem quiser tentar fazer em casa: peixe cru, leite de coco, limão, alho, cenoura, cebola e gengibre.

SAIPAN, MICRONÉSIA

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A primeira coisa que chama a atenção é a cor da água: turquesa e claras. Depois, em terra, a gentileza das pessoas. O ambiente já remete ao oriente com placas e indicações escritas em japonês e chinês por causa do grande fluxo de turistas vindos do Japão e da China. Saipan entra na nossa lista de favoritos pelo melhor mergulho na caverna gigante (considerada a segunda melhor da categoria no mundo). Para quem gosta de mergulhar, essa já é uma boa razão para visitar a ilha, né? Mas chegar ao ponto de mergulho é um desafio com 117 degraus para descer (a parte fácil) e, depois de um mergulho relaxante e tranquilo, para subir com seu cilindro. Se você já desistiu ou para aqueles que não querem mergulhar, Saipan é um ótimo lugar para curtir as praias com muitas atividades aquáticas. Lá, vimos pessoas fazendo windsurf, parasailing, pescando e até casais tirando foto de casamento. Tem ainda parque aquático, lugares para compras e vários casinos para testar a sorte. As mangas secas, vendidas em todos os lugares, parecia ser o "sabor da moda". Doce e "saudável" parece um gominho de manga. Se tiver tempo, vale sentar no centro e comer o Spicey Thai noodle, bom e barato. Mas cuidado! É realmente spicey!

Até agora essas são minhas ilhas favoritas, aqui, lindamente ilustradas - como sempre - pelas fotos do nosso querido Pedro Nakano! Ainda temos metade do mundo para visitar e muitas aventuras para vivenciar!

Até mais!

Abraços,

Emmanuel

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