OPINIÃO

Idade: 22 anos. Missão: Dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro!

21/09/2015 15:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02
Divulgação/Família Schurmann

Fala, galera! Tudo bem? Sou Emmanuel, tenho 22 anos e, há três anos, comecei uma aventura incrível: dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro. É nessa aventura que quero levar vocês juntos, aqui no Brasil Post. Neste momento, são 7 da manhã aqui em Bora Bora e acabei da sair da água, depois de um mergulho muito louco com os maiores tubarões que já vi na minha vida! Mas, primeiro, acho melhor começar do princípio. Talvez, vocês queiram saber como eu cheguei aqui.

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Divulgação Família Schurmann/Foto:Pedro Nakano

Nasci nos Estados Unidos, mas tenho o Brasil no sangue. Vim de uma família de aventureiros de muitos anos. Começou com meus avós Vilfredo e Heloísa, quando ganharam uma viagem ao Caribe de presente da minha bisa. Lá, passearam num veleiro, e foi essa velejada que despertou um sonho: eles voltariam naquele paraíso, mas a bordo do veleiro deles. Durante dez anos, se prepararam para isso, e, em 84, deixaram tudo para trás junto com essa vida "tradicional".

Quem foi junto com meus avós? Meu pai Pierre, que tinha 15 anos, e meus tios David e Wilhelm, que tinham 10 e 7 anos. Quando eles chegaram no Caribe, tomaram outra decisão: eles continuariam a viagem e dariam a volta ao mundo. Assim, começa a história de aventuras da Família Schurmann e, seguramente, a minha própria história.

Cresci escutando, vendo e, de certa forma, aprendendo como o sonho deles se tornou realidade. E acabei descobrindo que o sonho deles faz parte da minha genética! Por isso, quando soube que iria acontecer uma nova viagem ao redor do mundo a bordo de um novo veleiro, nem perguntei se poderia ir, mas sim o que era para fazer e como poderia ajudar, em outras palavras, já estava dentro. Pensei simples, né? Sou um Schurmann e estou pronto para descobrir o mundo! Mas calma aí, a vida não é tão fácil e, mesmo sendo neto dos Schurmanns, sabia que não era tão simples assim. E quer saber?! Ainda bem!

Acredite: para estar aqui, eu tive que batalhar pra caramba! Fiz cursos de vela, navegação e mergulho; treinamentos de mecânica de motor (ops) e culinária (yumm!); algumas aulas de mandarim e até de logística com o curso à distância da Estácio! Fiz navegadas de longa distância a bordo do antigo veleiro da família e coloquei literalmente a mão na massa durante a construção do novo veleiro (que se chama Kat, em homenagem à minha tia, que faleceu quando tinha 13 anos, vítima de uma grave doença. A vida passa muito rápido e as vezes não temos controle de quando temos que ir).

Com menos de um ano para a partida, todos nós passamos por um check-up completo e fui surpreendido com o diagnóstico de câncer. Na hora, meu pensamento era: se eu resolver isso rápido, eu vou vencer e conseguir matar esse BUG (bicho) na minha cabeça. A palavra câncer não existia. Enquanto fazia o tratamento, perguntei para o médico se conseguiria ir para a Antártica no final do ano. Ele me assegurou que sim. Matei o BUG e terminei a quimio com uma nova meta (que já existia faz tempo) ir para Antártica! E com o apoio de toda a família e seis meses de quimioterapia, conquistei essa etapa e comecei outra!

Então, na maior aventura de todas que eu poderia imaginar, irei compartilhar com vocês em detalhes a Expedição Oriente: aventura da Família Schurmann que completa o primeiro ano, hoje, dia 21 de setembro, e que continua até dezembro do ano que vem, quando retornaremos ao Brasil, depois de termos dado a volta ao mundo a bordo. A minha primeira volta ao mundo!

Abração! Emmanuel

Aproveita e confere o vídeo que fiz durante um mergulho na Polinésia Francesa:


Schurmann dão 3ª volta ao mundo em veleiro

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