OPINIÃO

Na crise... Uma saída

21/01/2016 18:42 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Chris Ryan via Getty Images
Piggy bank spilling out change onto counter

Mundo afora, cresce um movimento que entende que os negócios não servem apenas para gerar lucro financeiro, mas também retorno para a sociedade. Nos últimos anos, quantas vezes você já ouviu falar em economia colaborativa, negócio social, empresa social, empresas B? Tudo isso parte de uma mesma premissa: o ganha-ganha - ganha empresa... ganha consumidor... ganha sociedade...

Em tempos de crise, porém, muita gente acaba esquecendo essa lógica... Com menos dinheiro no bolso, as pessoas ficam mais "seletivas" com o que vão gastar. Daí, a primeira coisa que fazem é cortar o investimento no social... como se fosse perfumaria. "Tira lá o dinheiro dos pobrinhos".

Felizmente, existe uma qualidade de pessoas que acredita justamente no contrário... que na crise é quando mais precisamos do social. Como os 16.000 voluntários do programa Dentista do Bem. E em vez de ficar reclamando, resmungando, esperando a tempestade passar pra se mexer, continua fazendo...

E aí que vem a melhor parte disso tudo: Esses são os brasileiros que continuam dando certo, que seguem indo pra frente!

Para comprovar a teoria, vou citar o exemplo de Eric Franco, Ana Carolina Massaro, Daiz Nunes, Nícia Matos, Luciana Basón e Osvaldo Magro. Nos últimos anos, estes foram alguns dos voluntários eleitos Melhores Dentistas do Mundo pela TdB. Uma gente que só faltou fazer chover para que mais jovens pudessem ter acesso a um dentista. Tudo isso sem cobrar um centavo - mas recebendo muito em troca, tanto pessoal quanto profissionalmente.

O Dr. Eric, por exemplo, que é professor da Universidade Católica de Brasília, depois de ser anunciado como melhor do mundo de 2015 recebeu convites de outras universidades interessadas em sua abordagem sobre a "Odontologia no 3º Setor". Nada mal para um ano de crise, né?

Já para o Dr. Osvaldo, cirurgião buco-maxilo e melhor do mundo em 2012, a respeitabilidade do título facilitou sua relação com a classe médica e, consequentemente, seu exercício profissional, que depende de bom relacionamento com a área hospitalar.

Mas não é só isso: com a visibilidade gerada pelo título, a Dra. Daiz, a Dra. Luciana e a Dra. Nícia melhoraram tanto seus negócios que conseguiram reformar e ampliar suas clínicas! Simples assim. As pessoas relacionaram a qualidade de seu trabalho com sua consciência social... Resultado: mais pacientes! (E quando a gente escuta a Dra. Nícia dizer que não fosse o projeto social ela já teria se aposentado, esse impacto é maior ainda!)

E esses são apenas alguns exemplos. Se perguntarmos a cada um de nossos 16.000 dentistas voluntários, os impactos do projeto em suas vidas serão incríveis... porque eles são profissionais que entenderam que ser dentista não é trabalhar para si mesmos... Por isso, passaram a ser valorizados por seus pacientes, por seus familiares, por seus colegas e, mais importante, pela sociedade... por que enxergam que seu trabalho não é apenas técnico, mas humano... e, consequentemente: de qualidade!

Isto gera um ciclo em que todo mundo ganha: os nossos meninos, que nunca teriam a oportunidade de ir ao dentista de outro jeito; a sociedade, que vê a exclusão social ser combatida de mais uma maneira; e o dentista, que vê a confiança em seu trabalho aumentar, melhorando assim o seu desempenho profissional!

E isso me dá cada vez mais orgulho de dizer que sou um dentista do bem!

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