OPINIÃO

Após Brexit, ONU diz que continuará trabalhando com britânicos e UE

24/06/2016 11:57 BRT | Atualizado 24/06/2016 11:57 BRT
PHILIPPE HUGUEN via Getty Images
A photo taken on June 24, 2016 shows an amalgamation of the European Union, French and United Kingdom flag flying from a flagpole on the top of the castle of Hardelot, the cultural center of the Entente Cordiale (the colonial-era promise of cross-channel friendship between Britain and France). Britain has voted to break out of the European Union, striking a thunderous blow against the bloc and spreading panic through world markets on June 24, 2016 as sterling collapsed to a 31-year low. / AFP / PHILIPPE HUGUEN (Photo credit should read PHILIPPE HUGUEN/AFP/Getty Images)

O secretário-geral das Nações Unidas reagiu à decisão de 52% dos eleitores britânicos para que o Reino Unido saísse da União Europeia.

Em nota, emitida pelo porta-voz, Ban Ki-moon prometeu continuar trabalhando com o país e o bloco europeu. Ele afirmou que "quando trabalhamos juntos, somos mais fortes." E ressaltou que ONU considera os britânicos e a UE "importantes parceiros."

O resultado do referendo foi conhecido na madrugada desta sexta-feira. Cerca de 52% dos eleitores da consulta popular votaram pelo "leave" a saída, e 48% escreveram nas cédulas de votação "remain" defendendo a permanência do país no grupo ao qual aderiu em 1973.

Parceiros

Ban Ki-moon Após o resultado do referendo, agências de notícias revelaram que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou que pretende deixar o cargo até outubro deste ano.

Ban disse que num momento em que o Reino Unido e outros Estados-membros embarcam num processo de traçar um caminho a seguir, ele acredita na "história bem provada de pragmatismo e de responsabilidade comum" da Europa, no interesse dos seus cidadãos.

Migração

A expectativa de Ban é que a UE continue a ser um parceiro sólido para as Nações Unidas em áreas como desenvolvimento e questões humanitárias, assim como a paz e a segurança, incluindo a migração.

A esperança do chefe da ONU é que o Reino Unido "continue a exercer a sua liderança, em várias áreas, incluindo o desenvolvimento".

Decisão

Já o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, afirmou em sua conta no Twitter que os "britânicos tomaram uma decisão e a OMC está pronta para trabalhar com o Reino Unido e a União Europeia e assisti-los em qualquer coisa que precisem."

A reação veio também da chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde. Ela disse estar pronta para prestar apoio se for preciso.

Lagarde lançou um apelo urgente às duas partes para que trabalhem para garantir uma transição suave para uma nova relação econômica. Isso deve incluir clarificar procedimentos e objetivos gerais que vão guiar o processo.

Ela declarou o apoio firme do FMI aos compromissos do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu, BCE, de fornecer liquidez ao sistema bancário e de reduzir o excesso de volatilidade financeira.

Por fim, o Alto Comissariado para Refugiados da ONU, Acnur, informou que a saída do Reino Unido da União Europeia "não deve mudar nada com relação à concessão de abrigo e asilo aos migrantes por causa dos tratados internacionais que regem o tema."

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