OPINIÃO

ONU destaca vínculo entre design urbano e combate à mudança climática

31/10/2015 11:21 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Gerardo Pesantez/Banco Mundial

As Nações Unidas comemoram neste 31 de outubro o Dia Mundial das Cidades, sob o tema "Projetada para Viver Juntos". Estimativas da organização indicam que mais de 54% das pessoas viviam em áreas urbanas em 2014.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU sublinhou que este ano o foco é o papel do design urbano para que seja alcançada a sustentabilidade, sociedades mais integradas e ambientes urbanos prósperos.

Ban Ki-moon acredita que uma boa configuração pode tornar as cidades mais sustentáveis, inclusivas e prósperas para todos, além de ajudar a combater a mudança climática.

Ban apontou vantagens como os baixos impactos dos desastres naturais e a possibilidade de cidades mais seguras, limpas, igualitárias e integradoras.

Os benefícios que podem ser gerados por um bom design urbano incluem a promoção igualitária do acesso a serviços, empregos e oportunidades e a abertura de espaço para estimular o contentamento dos habitantes.

Os desafios da rápida urbanização estão destacados na nova Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, aprovada recentemente pelas Nações Unidas.

O 11º dos 17 objetivos da estratégia global trata de compromissos dos países em tornar as cidades e os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

Ban destaca que como parte de uma agenda integrada, as cidades têm um papel importante dentro das novas metas, que precisam ser cumpridas nos próximos 15 anos.

Durante a semana, a Organização Internacional para Migrações, OIM, lançou o Relatório Mundial sobre Migração 2015 com foco nos centros urbanos.

A agência prevê um aumento de pessoas que vivem nas áreas urbanas. Atualmente são 3,9 bilhões, que vão passar para 6,4 bilhões até 2050. O número equivale a 66% da população projetada para esse período.

O relatório "Migrantes e Cidades: Novas Parcerias para Gerir a Mobilidade" destaca o Brasil como um dos destinos que emergem com a mudança da geografia dos fluxos migratórios devido às alterações na economia global.

A publicação menciona uma gama muito mais ampla de cidades em todo o mundo que se tornaram destino para migrantes. Entre elas estão centros urbanos na Ásia, no sul da África e na Índia.

O maior foco de atração é o alto crescimento económico que faz com que cidades dessas regiões sigam os fluxos tradicionais observados do sul global para economias desenvolvidas na Europa e na América do Norte.

Nesse padrão de crescimento, espera-se que quase 90% do aumento ocorra na África e na Ásia. O documento aponta a migração como motor de grande parte do aumento na urbanização, transformando as cidades em "locais muito mais diversificados".

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