OPINIÃO

ONU pede calma e diálogo no Brasil após abertura do impeachment

12/05/2016 17:54 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
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NEW YORK, NY - SEPTEMBER 24: President of Brazil Dilma Rousseff meets with Secretary-General Ban Ki-moon during the 69th United Nations General Assembly at UN headquarters on September 24, 2014 in New York City. The annual event brings political leaders from around the globe together to report on issues meet and look for solutions. This year's General Assembly has highlighted the problem of global warming and how countries need to strive to reduce greenhouse gas emissions. (Photo by Craig Ruttle-Pool/Getty Images)

As Nações Unidas pediram "calma e diálogo" após a aprovação da abertura do processo de impeachment do mandato da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, nesta quinta-feira.

A declaração foi dada pelo porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric. Ele declarou que Ban Ki-moon está acompanhando de perto a situação e pede calma e diálogo em todas as partes da população.

Briefing

Esse foi o primeiro tema do briefing diário do secretário-geral da ONU a jornalistas em Nova York.

Desde que foi aprovada a abertura do processo do impeachment na Câmara dos Deputados, em 17 de abril, Ban Ki-moon foi perguntado sobre o assunto pelo menos duas vezes.

Em ambas as ocasiões, ele respondeu que o assunto era doméstico e que esperava o respeito às instituições brasileiras.

Na nota desta quinta-feira, Ban afirmou acreditar que as autoridades do país vão honrar os processos democráticos e se ater ao Estado de direito e à constituição.

Senado

O porta-voz do líder da ONU disse ainda que o secretário-geral é agradecido pela contribuição importante do Brasil ao trabalho das Nações Unidas.

O processo da abertura de impeachement ao mandato da presidente Dilma Rousseff foi aprovado pelo Senado brasileiro na madrugada desta quinta-feira por 55 votos a favor e 22 contra.

De acordo com a mídia local, a presidente tem agora 180 dias para apresentar seus argumentos de defesa antes da votação final para decidir sobre o futuro do mandato assumido por Dilma Rousseff em janeiro de 2015 com duração de quatro anos.

O cargo foi ocupado pelo vice-presidente Michel Temer que passa a ser o presidente em exercício do país.

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