OPINIÃO

ONU mobiliza mundo na contagem regressiva para COP21

28/11/2015 11:47 BRST | Atualizado 26/01/2017 22:34 BRST
Divulgação/Pnuma Quênia

Crescem as expectativas com o início da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP21, nesta segunda-feira (30), em Paris.

A possibilidade da adoção de um acordo para conter a mudança climática e fortalecer a resiliência a suas consequências reúne governos mundiais na cúpula, sobre a qual o secretário-geral da ONU disse esperar que "as decisões possam moldar o futuro do planeta e da humanidade para as próximas gerações".

Ban Ki-moon afirmou que é preciso um "acordo global ambicioso", que mostre "solidariedade com os pobres e vulneráveis" e "enfrente o desafio climático".

Uma das revelações durante a contagem decrescente para a COP21 veio do Banco Mundial, que sugere que soluções inteligentes de desenvolvimento podem manter cem milhões de pessoas afastadas da pobreza.

A instituição defende que os mais pobres estão mais expostos aos choques relacionados ao clima do que a média da população. São os mais desfavorecidos que "perdem muito mais da sua riqueza quando afetados".

O Banco Mundial revelou um plano de investimentos de US$ 16 bilhões para aumentar a resiliência do clima na África, com ações necessárias para manter e proteger os objetivos de crescimento e de redução da pobreza do continente.

O chefe das Nações Unidas acredita que a responsabilidade de definir um pacto em Paris recai sobre os governos mundiais. No entanto, Ban Ki-Moon apelou aos cidadãos para que lembrem aos seus líderes o que está em jogo.

Ele disse ainda que "chegou a hora" de um "forte acordo" que seja apoiado por ação. Para o representante, o mundo precisa de "um futuro próspero", de energia limpa, e em prol disso todos têm um papel a desempenhar.

Para o secretário-geral, "juntos, é possível construir um futuro mais saudável para as pessoas e o planeta". Segundo ele, "a mudança climática não carrega nenhum passaporte" e "emissões liberadas em qualquer lugar contribuem para o problema em todos os lugares".

Ban disse ainda que não há um "plano B" para o combate à mudança climática, já que não existe um "planeta B".

Em resposta ao apelo da ONU, mais de 166 países já apresentaram planos climáticos com metas nacionais. O grupo de nações representa mais de 90% das emissões.

Na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a presidente Dilma Rousseff apresentou as metas brasileiras. Um dos objetivos é "chegar a uma redução de 43%" nas emissões de gases que causam o efeito estufa.

Em um artigo publicado em diversos países, inclusive no Brasil, o secretário-geral da ONU afirmou que a organização está "plenamente comprometida em apoiar os países na implementação" de um acordo climático.

Ban Ki-moon destacou que, "apesar das preocupações de segurança após os ataques terroristas [de Paris], mais de 120 chefes de Estado e de governo confirmaram sua participação" no encontro na capital francesa.

Em visita à sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente, em Nairobi, no Quênia, na quinta-feira (26), o papa Francisco pediu aos líderes mundiais para fecharem um acordo forte na COP21.

Em setembro, a Marcha do Povo pelo Clima, reuniu mais de 300 mil pessoas em uma caminhada pelas ruas de Nova York. Os números são dos organizadores do evento.

Além do público em geral, participaram políticos, ativistas e celebridades, como os atores Edward Norton e Leonardo DiCaprio. 

O secretário-geral também participou da marcha e a caminho da COP21 disse que o encontro deve marcar "uma virada decisiva e irreversível na resposta coletiva mundial ao desafio climático".

Para ele, "só por meio das Nações Unidas" é possível "responder coletivamente a esSa questão global".

Assista ao vídeo sobre a ONU e o combate à mudança climática.

Para a cobertura completa da Rádio ONU sobre a COP21, acesse aqui.

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