OPINIÃO

Países chegam a acordo final para financiar desenvolvimento sustentável

20/07/2015 14:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
ZACHARIAS ABUBEKER via Getty Images
Delegates attend a roundtable discussion entitled 'Ensuring policy coherence and an enabling environment at all levels for sustainable development' on July 14, 2015 at the Finance for Development conference in Addis Ababa. AFP PHOTO / ZACHARIAS ABUBEKER (Photo credit should read ZACHARIAS ABUBEKER/AFP/Getty Images)

Os países reunidos na 3ª Conferência Internacional sobre o Financiamento para o Desenvolvimento chegaram a um acordo para financiar a nova agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015.

No encontro, realizado em Adis-Abeba, na Etiópia, os representantes das nações concordaram com várias medidas para reformar práticas financeiras globais.

Desafios

Na lista estão também medidas para gerar investimentos para enfrentar uma série de desafios econômicos, sociais e ambientais.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "este acordo representa um passo crítico em direção à criação de um futuro sustentável para todos".

Segundo ele, o documento fornece uma estrutura global para o financiamento do desenvolvimento sustentável.

Agenda de Ação

A agenda de ação de Adis-Abeba, como o acordo está sendo chamado, especifica várias iniciativas que devem ser adotadas.

No setor de tecnologia, os países concordaram em estabelecer um mecanismo para facilitar a colaboração tecnológica entre os governos, sociedade civil, setor privado, comunidade científica e a ONU para apoiar os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Os representantes concordaram também em criar um Fórum Global de Infraestrutura para identificar e lidar com as falhas do setor e com oportunidades para investimentos e cooperação. O trabalho deve garantir ainda que os projetos sejam sustentáveis.

Pacto Social

Os países devem adotar um novo pacto social em favor dos grupos mais pobres e vulneráveis assim como implementar novos impostos contra substâncias que causem danos à saúde. Eles concordaram em taxar os produtos derivados do tabaco para reduzir o consumo.

Os governos prometeram disponibilizar novos financiamentos às micro, pequenas e médias empresas e criar uma estratégia global para alavancar a criação de empregos para jovens.

Ainda na lista, estão promessas de investimento de 0,7% do PIB do país para assistência ao desenvolvimento e um pacote de medidas para aumentar a ajuda dos países ricos para os países pobres.

A agenda de ação de Adis-Abeba cria também um plano para combater a mudança climática. O documento pede aos países em desenvolvimento que cumpram a promessa de participar da mobilização para arrecadar US$ 100 bilhões até 2020. O dinheiro vai ser usado para lidar com as necessidades de suas regiões.

As nações se comprometeram ainda a eliminar os subsídios dados ao setor de combustíveis fósseis, como o petróleo, que levam a um consumo exagerado.

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