OPINIÃO

Dois anos do HuffPost Brasil: Um jornal que se posiciona

28/01/2016 00:48 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Stuart Kinlough via Getty Images
Collage of business people, graphs, data and connections

Como membro-fundador do Huffington Post no Brasil, vejo com entusiasmo a evolução do site, o caminho percorrido até aqui e todos os desafios que temos pela frente.

O maior site de notícias do mundo chegou ao País no dia 28 de janeiro de 2014 com a proposta de fazer um jornalismo com linguagem de internet e sem medo de ter posições e defendê-las.

Ao longo destes dois anos, o HuffPost Brasil tem se destacado na cobertura de temas antes muito pouco explorados pela mídia nacional, com grande repercussão nas redes sociais.

Defendemos o empoderamento das mulheres e, por isso, um de nossos principais canais é justamente dedicado a elas.

Fomos um dos primeiros veículos a abraçar a campanha #EuNãoMereçoSerEstuprada, a tratar de feminicídio e a se opor claramente à vinda de um "pegador profissional" estrangeiro para ensinar técnicas de assédio no Brasil.

Batalhamos por maior visibilidade à comunidade LGBT e pela vocalização de suas demandas em um de nossos principais canais.

Marcamos posição contra a aprovação do Estatuto da Família, pela Câmara dos Deputados, a favor das uniões homoafetivas e respectivas famílias aqui no Brasil e contra opiniões e atitudes encharcadas de homofobia.

Desde sempre, buscamos captar a insatisfação das ruas, as vozes descontentes, em um canal específico para captá-las.

Abrimos espaço para registrar e refletir sobre as ocupações das escolas públicas de São Paulo, contra o fechamento decretado pelo governador Geraldo Alckmin, sobre as marchas de mulheres contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e sobre as manifestações favoráveis ao impeachment da presidenteDilma Rousseff.

Saiaço, beijaço, panelaço e até purpurinaço... Se tem protesto, o HuffPost Brasil ecoa.

Também questionamos a ausência de negros em espaços de poder ou em premiações como o Oscar 2016, seguindo a linha editorial do Huffington americano com suas Black Voices.

Sim, temos nossas posições, mas nossa plataforma é aberta e plural.

Por isso, temos hoje uma rede de 700 blogueiros, que oferecem diversos contrapontos, inclusive à nossa própria visão. Comunistas, ativistas da direita, petistas, liberais, todos têm voz e vez por aqui -- contanto que não postem textos que desrespeitem nem discriminem.

Mas a pauta aqui nem sempre [thank God] é política; Viral é um dos canais de maior engajamento dos leitores graças à produção de conteúdo, com elementos da web, como memes, #hashtags, soundclouds e vines.

Nosso radar logo capta as conversas que estão tomando as redes, as fotos ou postagens de pessoas comuns que contam histórias incríveis.

Assim, construímos coletivamente com nossos leitores, fonte de inspiração e transpiração, o que é notícia, o que merece nosso olhar, nossas palavras e a sua atenção, o seu tempo.

Para este 2016, vamos apostar cada vez mais em conteúdos para vídeos. Temos de acompanhar o comportamento dos leitores e as presentes formas de consumo de informação. Se é via YouTube, Facebook ou Snapchat, estaremos lá.

Também vamos sistematizar a cobertura de assuntos de saúde mental e emocional. Vamos falar com clareza e delicadeza sobre sentimentos, sensações, atitudes. É a estreia do canal Equilíbrio, a partir de fevereiro.

São novidades que, esperamos, diversifiquem ainda mais nosso cardápio de conteúdos para você ficar bem informado -- e para que se sinta melhor no seu cotidiano.

Em nome de nossa equipe tão aguerrida e criativa, aproveito este segundo aniversário do HuffPost Brasil para agradecer a você, leitor querido, que passou a nos seguir, ler, pautar, criticar, opinar.

Obrigado!

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