OPINIÃO

7 coisas que ninguém lhe contou sobre ter filhos

13/04/2015 20:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
Getty Images/Flickr RF

Quando me imaginei virando mãe, sabia que não seria tudo beijos e abraços. Sabia que a condição de mãe viria acompanhada de muitas trocas de fraldas, muita sujeira, ataques de raiva infantil e o processo temível de ensinar meus filhos a deixar as fraldas para trás.

Quando estava grávida de meu primeiro filho, amigos e familiares me disseram não sei quantas vezes que, depois que o bebê chegasse, eu e meu marido não teríamos outra boa noite de sono pelos 18 anos seguintes. Também nos disseram que minha higiene pessoal ficaria em segundo plano (aconteceu de fato) e que ficaríamos obcecados pelo cocozinho do nosso bebê. Artigos em revistas e posts em blogs apenas reiteravam o que as pessoas próximas nos diziam. Mas há algumas coisinhas que essas pessoas bem-intencionadas deixaram de mencionar. Coisas que ninguém me falou sobre como é ter filhos.

1. Momentos de privacidade? Esqueça o que é isso!

Pode esquecer. As crianças têm um dom inato de perceber quando você quer (ou precisa) um momento para ficar a sós ou com seu marido. Elas não entendem que alguém queira ficar a sós. Acham que é responsabilidade delas lhe fazer companhia, especialmente quando você precisa ir ao banheiro. Sugiro instalar um trinco no banheiro. Estou falando sério!

2. Espaço pessoal? O que é isso?

Os bebês e as crianças pequenas não fazem a menor ideia do que é o espaço pessoal. Eles não veem problema em encarar você de muito perto. Não apenas colocam o rosto deles em cima do seu, mas todas as partes de seu corpo. Por alguma razão, minha filhinha de 3 anos adora ficar de bumbum para o ar. Inevitavelmente, ele acaba muito mais perto de meu rosto do que eu desejaria. Enquanto isso, minha menorzinha não entende que, se ficar sentada sobre minha cara, posso sufocar.

3. Seja o que for que você estiver comendo, eles vão querer. Agora, já!

Minhas meninas são mestres em tirar comida de minha boca. Se quero comer alguma coisa que gosto e não quero dividir com elas, tenho que esconder a coisa num banheiro trancado (veja item 1) ou esperar até elas terem ido dormir à noite. Como isso geralmente acontece depois das 21h, não é com frequência que consigo comer o que quero. A coisa ficou tão complicada que às vezes deixo para almoçar quando minhas filhas estão fazendo a sesta, para que eu possa comer sem ter mãozinhas tentando tirar alguma coisa do meu prato.

4. Suas coisas = as coisas delas.

Ou, pelo menos, é o que elas pensam. Antigamente eu e meu marido guardávamos alguns objetos nas gavetas de nossas mesas, como porta-copos, canetas e livros de palavras cruzadas. Mas não mais. Minhas meninas achavam que tudo o que estava numa gaveta era brinquedo delas. Tenho que ser criativa para encontrar lugares para esconder esses objetos. Quando elas alcançaram altura suficiente para pegar coisas de cima das mesas, tive que esconder tudo o que eu guardava ali, também. Qualquer objeto mais delicado foi escondido e assim permanecerá até elas ficarem bem mais velhas: 21 anos, talvez.

5. Você ficará boba.

Você já deve ter ouvido falar do "cérebro de grávida". Isso não é nada, comparado ao "cérebro de mãe". Com tanta coisa para a qual você precisa ficar atenta o tempo todo agora, concentrar-se sobre qualquer outra coisa virou coisa do passado. Atribuo a culpa por isso às minhas filhas.

6. Alguém vai se machucar.

Prepare-se para ser fisicamente machucada por seus pimpolhos adoráveis! Já a perdi a conta de quantas vezes uma de minhas filhas não me deu uma cabeçada, bateu a cabeça contra meus dentes ou pisou em cima de mim. Não sei como meu rosto ainda não ostenta manchas roxas de contusão. Meu marido está pensando seriamente em comprar uma coquilha (estou achando que isso poderia ser um ótimo presente de aniversário ou Natal para ele!).

7. Seus seios nunca mais serão os mesmos!

Não me refiro à queda que acontece depois de a mulher ter um filho (embora isso também aconteça, sim). Minhas meninas já pisaram sobre meus seios muitas vezes. Elas os agarram a qualquer momento, se seguram neles quando querem se levantar, os esfregam para se sentirem reconfortadas, tudo isso muito tempo depois de terem sido desmamadas. Se eu tivesse um dólar para cada vez que já disse "não encoste no meu peito!" à minha filhinha menor, poderia comprar todo um novo guarda-roupa para cobrir meu corpinho pós-bebê.

E, apesar de toda essa "tortura" que nossas filhinhas nos impõem, meu marido e meu decidimos ter um(a) terceiro(a). A culpa é do item 5!

Existe alguma coisa que você viveu como mãe ou pai da qual ninguém lhe havia falado?

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.