OPINIÃO

Impacto social: uma nova forma de se fazer negócios

10/08/2015 19:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Brazil Photos via Getty Images
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - 2008/01/19: Rio de Janeiro favela daily life - Seu Joao Bolinha ( Mr. John Soapbubble ), as he is known in the streets of Favela da Mare - street vendor of soapbubbles, makes children happy when he passes. (Photo by AF Rodrigues/Brazil Photos/LightRocket via Getty Images)

Negócios que buscam impacto social positivo, além do retorno financeiro, não deveriam ser vistos como um setor, ou um nicho, na minha opinião, mas como uma nova forma de se fazer negócios, alinhada com os novos tempos que estamos vivendo.

Em um mundo ainda bastante desigual em sua distribuição de renda e na qualidade de serviços oferecidos para diferentes públicos, mas cada vez mais conectado e bem informado, as empresas já são cobradas para terem comportamentos éticos e responsáveis.

O próximo passo, que já está começando a acontecer, é de que, pelo papel central que elas exercem no estágio atual da economia, também passem a ser cobradas por comportamentos que sejam intencionalmente benéficos à sociedade. E mais ainda: que essas ações sejam ligadas ao core business da empresa e não mais a atividades de responsabilidade social desconectadas com o negócio.

De nada vai adiantar uma empresa ter um projeto maravilhoso de educação se o seu principal produto destrói a natureza ou torna crianças obesas. O impacto terá que vir da raiz. E todas serão cobradas por isso.

Seguindo essa tendência, é possível imaginar um futuro em que nenhuma empresa vai existir se não estiver servindo realmente a sociedade de maneira positiva. Nesse dia, o setor de negócios de impacto não será mais visto como um nicho, mas como a maneira correta de se fazer negócios.

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