OPINIÃO

Empreendedorismo Inovador como alternativa à crise

17/08/2015 15:43 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Essa semana estive em um painel na FGV de São Paulo, organizado pela Endeavor para promover a Semana Global do Empreendedorismo, onde discutimos o apoio governamental à inovação. Compondo o grupo, estavam também presentes Rafael Duton, da aceleradora 21212, e Daniel Vargas, da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo brasileiro.

Foi consenso entre o grupo que, para se criar uma resposta mais perene à crise econômica atual, o Brasil precisa desenvolver alternativas viáveis para o modelo de exportações agrícolas e de commodities que foi o motor do crescimento no começo da década, mas que parece ter perdido o fôlego. Para isso, fomentar a inovação em setores estratégicos, como educação e saúde, entre outros, é fundamental.

Por outro lado, infelizmente, o Brasil ainda é um dos países mais difíceis para se fazer negócios no mundo todo, graças, principalmente, à burocracia e à alta carga tributária. Só para usar um exemplo desse último obstáculo, na Vox Capital, todos os anos, pagamos mais impostos para o Governo do que pagamos salários e dividendos para funcionários e sócios. Não é a toa que muita gente nem considera empreender no Brasil.

Entre as iniciativas sugeridas para melhorar esse cenário, durante nossa conversa, surgiram:

- oferecer incentivo fiscal para investidores apoiarem fundos de investimento em inovação,

- reduzir carga tributária de empresas inovadoras,

- incentivar a vinda e facilitar o visto de pessoal qualificado do mundo todo,

- reduzir a distância entre pesquisa acadêmica e empreendedores

- criar mecanismos para incentivar as compras governamentais de inovações tecnológicas

Para se criar uma solução real, não bastam medidas isoladas, é necessário um esforço direcionado e iniciativas conjuntas. Se você pudesse sugerir uma mudança no modo como as coisas funcionam em relação ao empreendedorismo inovador no Brasil, o que seria?