OPINIÃO

A primeira vez de um bebê de 1 ano na praia (+ 10 dicas preciosas)

17/01/2017 13:03 -02 | Atualizado 17/01/2017 13:03 -02

Post originalmente publicado no Blog da Kika:

Dava para fazer um daqueles memes Expectativa versus Realidade.

No lado da expectativa, eu imaginava o Luiz embasbacado com o mar, tão feliz que logo aprenderia a andar e iria disparando pela areia afora, como numa cena de filme.

No lado da realidade, meu bebê de 1 ano chorou em vários momentos em que tentamos levá-lo para brincar nas ondas e não aguentou muito mais que poucas horinhas por dia na areia quente da Bahia.

Mas não foi uma tragédia nossa semana em Mucuri no finzinho de 2016 -- longe disso! Apenas demoramos uns dois dias para nos adaptarmos ao ritmo do Luiz e, uma vez que aprendemos como deveria ser a praia com este bebezinho específico, a viagem ficou bem mais fácil e leve.

Claro que cada criança é de um jeito, mas compartilho aqui o que aprendemos com a nossa experiência, porque as dicas podem ser úteis para quem for levar o filho da mesma idade à praia pela primeira vez. Quem sabe ajudam a evitar que o começo das suas férias se torne um meme? ;)

Aí vai:

1- RESPEITE O TEMPO DO BEBÊ - Praia cansa. E não adianta querer passar o dia inteirinho debaixo da barraca, como você fazia nos tempos de solteira. Se seu filho estiver cansado, sua insistência provavelmente vai deixá-lo irritado pelo resto do dia. Quando passamos a respeitar o tempo do Luiz, voltando para casa ao primeiro sinal de cansaço (geralmente, choro), ele passou a curtir muito melhor a praia -- e toda a família também!

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Todas as fotos: Blog da Kika

2- HORÁRIO ALTERNATIVO - Para aproveitar melhor o tempo, íamos à praia bem cedo, com o sol ainda decente, e voltávamos antes das 10h30, quando começava a ficar um calor insuportável até para os adultos. Ou seja, estávamos voltando para a casa no horário em que, normalmente, iríamos para a praia na época sem filhos. No fim da tarde, podíamos voltar à praia mais um pouco, ou fazer outro programa, como ir conhecer a trilha ecológica que passa por cima do manguezal.

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3- CUIDADO COM O SOL - Protetor solar, camisa com fator de proteção, boné/chapéu, muuuuuito líquido, a toda hora. Tomamos muito cuidado para evitar queimaduras, pele ardendo e insolação no nosso pequeno. Enquanto estávamos na praia, Luiz brincava bastante com as piscininhas naturais que se formam no areião a caminho do mar, mas sempre de boné ou com guarda-sol.

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4- CUIDADO COM O MAR - No primeiro dia em que viu o mar, Luiz adorou, ficou encantado. Guiamos seus passinhos até a água e ele ficou impressionado com as ondas chegando. Depois entramos com ele mais para dentro e ele balançou para lá e para cá, sorridente. No segundo e terceiro dias, quando tentamos levá-lo ao mar, ele chorou com as ondas e parecia assustado. Não forçamos a barra. No quarto dia, ficamos com nosso pequeno apenas na areia, perto do mar, mas sem entrar na água. No quinto dia, ele já estava feliz dentro do mar de novo. O bebê não tem obrigação de amar o mar, então, respeite o ritmo dele, ajude a tornar a experiência realmente mágica.

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5- MANTENHA A ROTINA NORMAL - No dois primeiros dias, em que a realidade ficou mais distante da expectativa, não cumprimos nada da rotina normal do Luiz. Ele chegou a almoçar às 17h num desses dias! A consequência foi que ele ficou mal-humorado, comeu mal, dormiu mal. A dica é tentar manter os horários o mais parecidos possível com a rotina em casa. No terceiro dia, seguindo tudo à risca, ele comeu superbem, fez os cochilos normais da manhã e da tarde, e dormiu otimamente à noite. Além disso, ficou bem-humorado.

6- DEIXE O BEBÊ FRESQUINHO - Em casa você só dá um banho por dia no seu pequeno? Na praia, dê uns dois ou três! Naquele calorão da Bahia, aproveitamos bastante os momentos dentro de casa para refrescar o Luiz, seja na piscininha inflável, na mangueira, no chuveiro ou deixando ele bem à vontade, só de fraldinhas. Na hora de dormir, repelente e ventilador no talo, refrescando o quarto!

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7- INTERAÇÃO COM AS OUTRAS CRIANÇAS - Luiz nunca interagiu tanto com outras crianças como nesta semana na praia! Era só se sentar para brincar na areia e logo aparecia outro bebê, também munido de baldinho e pazinha, para brincar ao lado. Essa experiência é muito legal e vai fazer a felicidade do seu filho! Fique por perto, interaja com os pais dos outros bebês, e abra espaço para que essa interação aconteça todos os dia (se vocês só ficam dentro de uma barraca, por exemplo, dificilmente vai aparecer uma criança para se sentar junto com vocês na mesa).

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8- NÃO TIRE OS OLHOS DO SEU FILHO - Se ele já sabe andar, é possível que queira ir direto para o mar, o que significa risco de afogamento. Praia é lotada, muitas crianças, muita confusão, então é fácil um adulto mal-intencionado pegar uma criança mal observada. Fora esses riscos mais drásticos, tudo é novidade para seu filho e ele vai querer experimentar tudo! Conchinhas, areia, água do mar... Tem que ficar de olho para evitar que ele coma algo que depois vai dar uma diarreia danada. Por fim: sua casa já está devidamente segura para seu filho brincar, mas a casa na praia provavelmente ainda não. Logo que chegar, verifique as tomadas, as coisas de vidro, as quinas, tudo o que possa representar risco. Nestas férias, minha vigilância aumentou 1000% -- ainda que eu tenha dado bastante espaço para que o Luiz engatinhasse por todo lado e experimentasse as novidades, eu não tirei os olhos de cima dele.

9- TORNANDO A VIAGEM MAIS LEVE - Para ir a Mucuri, gastamos cerca de 12 horas de carro. É impossível fazer isso com um bebê de 1 ano? Não, não é. Antes da aventura, compramos uma cadeirinha confortável para o Luiz, que já estava apertado no bebê-conforto, providenciamos um cooler com suco natural, muita água, biscoitos, frutas e papinhas prontas, separamos colherões e guardanapos, cobrimos a janela com uma fronha, para barrar o sol... Também deixamos bem à mão as fraldas, trocador, lenços umedecidos e pomada contra assadura. Transformamos o carro numa verdadeira casa, o mais confortável possível para todos. Luiz dormiu em boa parte da viagem, brincou e "conversou" em outra parte e, nos raros momentos em que ficou mais incomodado, colocamos Mundo Bita (previamente baixado no celular) e ele se acalmou. É importante fazer muitas paradas, para que o bebê também possa mudar de posição, ficar com a fralda sequinha e renovar as energias. Um Dramin Gotas, previamente receitado pela pediatra, também ficou à mão para casos de enjoo.

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10- SAIBA LIDAR COM IMPREVISTOS - Na volta, quando a BR-381 travou completamente por causa de uma obra, desviamos por um atalho e dormimos em uma linda cidade histórica mineira, porque o Luiz já estava exausto àquela altura. É importante pensar que imprevistos acontecem, principalmente em trajetos longos assim, e precisamos estar preparados para eles.

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