OPINIÃO

Votar em quem e para quem?

29/09/2016 18:29 BRT | Atualizado 29/09/2016 18:29 BRT
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ANTONIO SCORZA via Getty Images
Rio de Janeiro, BRAZIL: A voter digits her ballot at an electronic ballot box at Rocinha's shantytown in Rio de Janeiro, on election day in Brazil October 1st, 2006. Voting got under way Sunday morning in Brazil, where President Luiz Inacio Lula da Silva was confident of winning a second term. Voting stations opened at 1100 GMT and balloting was scheduled to conclude nine hours later. About 126 million eligible voters were called to cast their ballots in the presidential, gubernatorial and congressional elections. AFP PHOTO/ANTONIO SCORZA (Photo credit should read ANTONIO SCORZA/AFP/Getty Images)

A gente acha difícil ficar sem dinheiro pra ir ao cinema, sair pra jantar ou comprar o novo iPhone. É difícil entender que existem pessoas que sobrevivem com muito menos que a gente.

A gente acha que nossa realidade é dura, e até sabe que tem gente em situação pior que a nossa, mas né? Culpa do governo, não minha, que acordo cedo todo dia pra trabalhar, suo a camisa pra comprar meu celular, pra vir um bandidinho de merda me roubar. Ah, se eu pudesse andar armado...

As eleições são, apesar de muita falcatrua e dinheiro podre que corre solto por debaixo do pano, a chance que a gente tem de mudar o cenário político do País. Precisamos aprender a não votar naquele que vai ser o melhor pra mim, mas que será o melhor para a cidade em que eu vivo.

E quando digo "cidade", incluo sim, aquele povo favelado, pobre, que dorme dentro do meu banco, atrapalhando minha segurança quando vou sacar dinheiro pra pagar o táxi até a baladinha de 80 reais de entrada. Incluo aquele moleque que suja meu para-brisa com aquela água suja, só pra pedir umas moedinhas.

Incluo o cadeirante que ocupa vaga no shopping me deixando sem ter onde estacionar. Incluo aquela bicha que acha bonito ficar andando de mãos dadas dando pinta na rua. Incluo aquele velho que deveria estar em casa, não ocupando banco no ônibus. Incluo aquele povo que anda de bicicleta, tomando metade da rua com aquela maldita ciclofaixa. Incluo aquele povo que ocupa as calçadas vendendo tranqueiras, atrapalhando minha ida ao Starbucks.

Somos uma sociedade, uma cidade, um País. Uns com mais, outros com menos. Lute por aqueles que t̶ê̶m̶ ̶m̶e̶n̶o̶s̶ não têm NADA, não só por você. Quando a situação mudar pra eles, pode ter certeza que você nunca mais terá do que reclamar.

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