OPINIÃO

7 filmes LGBT de qualidade garantida

30/09/2014 13:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:56 -02
Reprodução

Parte de ser gay é viver o novo mundo que se abre depois de sair do armário. Com toda a curiosidade e aflições, seria normal recorrer a amigos e conhecidos para saber como funciona a dinâmica de relacionamento, os dramas e comédias de finalmente ser você mesmo. Mas escolhi um outro caminho. Fui para o cinema, ver, do ponto de vista da sétima arte, como é ser gay nas telas e na vida real. É claro que existem muitos outros filmes (inclusive mais famosos) além dos que cito aqui. No entanto, foram esses que me chamaram atenção de alguma forma, seja pelo roteiro, pelo título ou pelos comentários que li.

Apesar de ser um tema polêmico, o cinema gay não é recente. Diversos sucessos estiveram nos grandes lançamentos e fazem parte do mundo pop. Exemplos são o famosíssimo Priscilla, a Rainha do Deserto (1994), cuja história do tour de drag queens pelo deserto australiano convence qualquer um do valor do ser humano, independente de sua orientação sexual. Outro filme muito famoso é Filadélfia (1993), cuja história gira em torno do personagem de Tom Hanks que tem AIDS e foi demitido de seu emprego por ser soro-positivo. Sua interpretação lhe rendeu o Oscar de melhor ator em 1994, além de ter sido tópico de conversa em muitas mesas de jantar. O tema da AIDS, cuja epidemia explodiu na década de 1980, foi tópico de alguns outros filmes relevantes comoThe Normal Heart (2014), filme para televisão da HBO que conta com nomes importantes do cinema como Julia Roberts e Mark Ruffalo. O telefilme ainda ganhou o Emmy de melhor obra para televisão na categoria drama. A trama apresenta o início da epidemia e é poderoso ao apresentar o sofrimento daqueles que possuíam a doença e também daqueles que os cercavam. É um filme imperdível por mostrar o drama real pelo qual passaram os homossexuais do mundo todo.

Mais recentemente, a AIDS foi tema de outro ganhador do Oscar. Clube de Compra de Dallas (2013), estrelado por Matthew McConaughey, levou a estatueta de Melhor Ator e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante foi para Jared Leto. Embora não seja um filme gay per se, a temática da AIDS e algumas bandeiras do movimento LGBT são muito visíveis, a ponto de o protagonista (homofóbico convicto) ser convencido de que a orientação sexual não afeta a conduta ou personalidade das pessoas.

Talvez o mais famoso dos filmes gays a receber o Oscar seja O Segredo de Brokeback Mountain (2005), de Ang Lee, estrelado por Jake Gyllenhaal e Heath Ledger. O longa apresenta dois cowboys que, por acaso do destino, passam uma temporada juntos numa montanha e descobrem um intenso sentimento um pelo outro. Ao apresentar um personagem ícone da cultura americana fora dos padrões tradicionais, O Segredo de Brokeback Mountain desafiou muitas mentes a enxergarem dois homens compartilhando um amor proibido para a época em que se passa. A primazia do diretor e dos atores do filme está em focar a história sobre o amor entre os personagens, ao invés de mostrar apenas o conflito pessoal que cada um vivia.

Do lado das mulheres, o destaque vai para Charlize Theron, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Monster: Desejo Assassino (2003). O filme conta a história verídica de uma mulher que se apaixona por outra e, para viver, se prostitui. Após alguns acontecimentos, seu destino muda e ela se torna uma assassina serial, acabando no corredor da morte pelos crimes cometidos. O filme é intenso e muito forte visualmente: Charlize alterou totalmente sua fisionomia para encarnar o papel, ficando inacreditavelmente diferente.

O ativismo político de indivíduos homossexuais também pode ser visto em Milk: A Voz da Igualdade (2008), ganhador dos Oscars de Melhor Ator para Sean Penn e Melhor Roteiro Original. O longa metragem conta parte da história de Harvey Milk na campanha para conselheiro da cidade de São Francisco e primeiro representante declaradamente homossexual a ocupar um cargo político na cidade. É um filme importante por mostrar as dificuldades da comunidade gay naquela que talvez seja a cidade mais aberta à cultura gay do mundo. Se lá já era difícil focar o movimento LGBT em prol de um objetivo, o que dirá em países e cidades com forte presença do conservadorismo.

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