OPINIÃO

Erros mais comuns cometidos até por viajantes experientes

19/06/2015 16:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02
mariaguimaraes/Flickr

Depois de passar um bom tempo viajando, a gente começa a se considerar "profissional" na coisa. Nunca perdemos nada ou nunca somos enganados ou nunca estamos fazendo algo fora da lei. Aí que está o primeiro erro! Confira os deslizes mais cometidos - e que a gente pensa que é muito esperto para passar por eles.

Deixar que estranhos mexam na sua mala da mão

Às vezes, acontece de sua bagagem de mão ser verificada, seja por alguém da companhia aérea, de última hora, ou pela Polícia Federal. E aí você deixa todos os seus objetos de valor jogados lá dentro. Jóias, iPad, iPod, câmera, relógio, celular e afins devem estar dentro de uma necessaire ou bolsinha dentro da própria malinha de mão, assim, você sabe que tudo está junto e não tem perigo de alguém passar a mão ou mesmo de você perder na hora de abri-la para ser revistada.

Perder o tratamento vip do hotel

Se sua viagem tem um motivo especial, como aniversário seu ou de casamento ou você foi promovido no trabalho ou é uma lua-de-mel, enfim, qualquer celebração, avise o hotel antes de ir. Geralmente, hoteis (não hostel, ok? sem apelar) dão um upgrade gratuito aos hóspedes que fazem reservas para comemorar algo, como um jantar se tiver restaurante lá, uma bebida, ou até um quarto melhor. Isso é bom para o marketing do hotel, pois o hóspede fica feliz, tira fotos, recomenda para os amigos, posta em redes sociais e a chance de retorno e de captação de novos clientes é maior.

Não estar por dentro dos benefícios do cartão de crédito

Dependendo do cartão que a pessoa tem, como um desses Platinum da vida, os benefícios são vários e são um quebra-galho na hora de planejar os gastos da viagem. Alguns oferecem seguro-saúde, seguro para automóveis alugados, upgrade de categoria em hoteis, café da manhã, diárias gratuitas e afins - sem cobrar a mais por isso. Já usei o seguro-saúde de um desses cartões e funciona. Bastava efetuar a compra da passagem com o cartão, que e o seguro já passava a valer durante o período de viagem. Se precisar de um médico, é só ligar no cartão e pedir um, sem custo adicional. Isso já garante uma enorme economia na viagem, pois você não precisa pagar por um seguro-saúde, já que você "ganha" um ao comprar a passagem.

Desperdiçar tempo no destino pensando na logística local

Há momentos em que você precisa de um concierge, mas você não está um hotel que chique que ofereça esse cobertura exclusiva e 5 estrelas para você. E quem disse que isso é problema? Encontre o hotel 5 estrelas mais próximo e vá até o balcão de concierge. Bom, concierges podem falar mais línguas que o staff do seu hostel ou pousadinha, podem te ajudar a achar uma van com um motorista que fale sua língua, um médico de confiança, informações sobre onde conseguir ingressos, um mapa melhor, indicar um restaurante da moda, etc. Eles geralmente ficam felizes em ajudar, mesmo que você não esteja hospedado naquele hotel. Seja educado e não queira passar na frente de algum hóspede. E não se esqueça da gorjeta.

Pagar taxas absurdas para mudar a passagem

Se você acha que há uma mínima chance de prolongar a volta de última hora ou que algum imprevisto possa acontecer (como uma reunião de última hora ou morte de alguém que está doente), então não se permita viver na dúvida. Sua dúvida pode custar R$ 300 ou 400 só para mudar a data de volta, pois a cia aérea sabe que você não tem outra opção. Pegue uma passagem flex, que permita que você altere as datas sem custo. Você pagará uns R$ 100 a mais no valor do ticket, mas evita a dor de cabeça de perder mais dinheiro e também tempo com a burocracia toda que rola em torno dessa situação.

Alugar um carro e depois pagar por danos que você não causou

Se alugar um carro, primeiro verifique o estado dele por dentro e por fora. Tire fotos de vários ângulos do carro para notificar o bom estado ou mau (mostrar que um arranhão já estava na porta, por exemplo). Não vá dando o seu cartão de crédito às empresas de locação sem mostrar que você está atento aos detalhes, pois, depois da viagem, uma cobrança de danos pode te surpreender e aí não vai ter muito como você se livrar dela, se já não estiver mais no destino.

Esquecer dos pontos que estão no cartão de crédito e que podem virar milhas

Por preguiça da burocracia e de querer pesquisar afundo, as pessoas ignoram os pontos que os cartões de crédito podem dar. Esses pontos podem virar milhas e, assim, você economiza nas passagens. Já viajei várias vezes sem ter que pagar a passagem porque juntei milhas. Mas preste atenção na validade quando você passar esses pontos para um cartão de milhagem. Geralmente, depois que os pontos são transformados em milhas, você tem 1 ano para comprar uma passagem. Do contrário, ela expira e você perde tudo. Deixe para passar os pontos para o cartão de milhagem uns 15 dias antes de comprar a passagem. O processo dessa mudança demora cerca de 10 dias, então se programe bem.

Acreditar que o seu passaporte é válido até a data que expira

Seu passaporte tem uma data para expirar e você sempre está de olho nela. Porém, o que muitos não sabem é que alguns países exigem que o passaporte tenham pelo menos 6 meses de folga até a data que expira. Por exemplo, você não pode viajar para a China com um passaporte que está para expirar em 3 meses. Antes de comprar uma passagem, verifique as regras do local para onde está indo para não ser barrado na chegada.

Agora você já está mais preparado para a sua próxima viagem! ;)

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