OPINIÃO

10 características das pessoas emocionalmente fortes

01/02/2016 13:16 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
GARY JOHN NORMAN VIA GETTY IMAGES

A força emocional sempre foi vista, equivocadamente, como sendo basicamente ausência de sentimento. Até muito recentemente, as emoções eram vistas como a antítese da razão. Assim, quando pensamos em força emocional, imaginamos uma espécie de insensibilidade, algo que se apresenta como sendo superioridade e resistência inabalável.

Na realidade, a força emocional tem pouco a ver com resistência e muito a ver com resiliência - e elas não são a mesma coisa. À medida que a psicologia positiva foi se tornando um tópico mais desenvolvido e pesquisado nos últimos 15 anos, uma coisa ficou clara: o que faz diferença não é se temos muito ou pouco caos em nossas vidas, mas sim, como reagimos ele. Veja a seguir algumas características das pessoas que genuinamente possuem força emocional:

1. Elas mostram mais paz que poder.

As pessoas genuinamente fortes muitas vezes não exibem traços de dominação, agressividade ou poder. Elas sabem que o verdadeiro poder consiste na pessoa ser seu próprio lócus de poder. A paz é a força mais inabalável e resiliente que se pode possuir. A necessidade de exibir "poder" é o que as pessoas sentem quando seu poder não é autoevidente para elas, ou, em outras palavras, quando sentem que não existe.

2. Elas se dispõem a sentir dor.

A maioria das pessoas passa a vida inteira fugindo de suas emoções. Elas se refugiam nos relacionamentos, no dinheiro, no sexo, na beleza, no desejo de parecer socialmente superiores. Mas as pessoas emocionalmente fortes são fortes porque autorizam seus sentimentos. É quando negamos e reprimimos nossos sentimentos que acabamos perdendo o controle, pois é justamente quando o fazemos que os sentimentos se manifestam de maneiras muito mais insidiosas.

3. Elas aceitam que às vezes erram.

As pessoas emocionalmente fortes sentem confiança nelas próprias e sabem que não é preciso "ter razão" sempre para ser inteligente, digno ou interessante. A necessidade de sempre estar com a razão é igual à necessidade de não ser questionado. A necessidade de não ser questionado é igual ao medo de que estar equivocado vai desconstruir algum aspecto essencial de quem você é ou como os outros o enxergam.

4. Elas concentram sua atenção sobre como ultrapassar os obstáculos, e não sobre os próprios obstáculos.

Elas enxergam os obstáculos no caminho como sinal de que é preciso imaginar caminhos diferentes. Muitas outras pessoas, porém, ficam paralisadas, ansiosas e infelizes porque pensam que esses obstáculos assinalam o fim do caminho.

5. Elas buscam mais o respeito dos outros do que chamar a atenção.

O desejo muito humano de ser amado e aceito pelo grupo ("a tribo") manifesta-se superficialmente ou não. Para alcançar esse sentimento de ser aceitas, as pessoas cronicamente infelizes procuram a superioridade social. Já as pessoas emocionalmente sadias o fazem procurando conquistar o respeito de quem as cerca.

6. Elas não procuram invalidar seus sentimentos, recorrendo à lógica para calá-los.

Mesmo que elas não compreendam esses sentimentos, não concordem com eles ou não gostem deles, as pessoas emocionalmente fortes reconhecem que eles existem. Elas admitem que sentimentos muitas vezes incômodos não são racionais por natureza, de modo que usar a lógica para desmontá-los não funciona.

7. Elas não procuram invalidar as outras pessoas, procurando as falhas delas para com isso minimizar seus pontos fortes.

As pessoas emocionalmente fortes não medem ou quantificam o valor das outras pessoas, e, pelo fato de enxergarem os outros independentemente do que eles podem fazer ou realizar, elas também se validam independentemente do que podem realizar na sociedade (ou do que aparentam ser).

8. Elas sabem que, para transformar suas vidas, precisam transformar a si mesmas.

As pessoas emocionalmente fortes assumem plena responsabilidade pelo que está acontecendo em suas vidas, seja o que for. Elas interpretam cada experiência como feedback. Elas não atribuem a culpa a outros para fugir da responsabilidade; elas não se queixam, como se reclamar em voz muito alta de uma injustiça levasse o universo a corrigi-la.

9. Elas conseguem identificar suas necessidades emocionais, físicas e outras e transmiti-las aos outros.

Elas não supõem estar incomodando aos outros quando lhes revelam suas necessidades, porque não consideram os sentimentos dos outros mais válidos que os seus. O oposto disso - negar a si mesmo, priorizando o que o outro vai pensar - é uma característica comum de crianças que foram criadas para pensar que as necessidades de seus pais são mais importantes que as suas e que o modo de pensar dos outros é mais importante que o delas.

10. Elas enxergam o fracasso e as críticas como feedback, não os interpretando como sinais de que elas próprias valem menos.

Elas não esperam a validação por outros; por isso, conseguem aprender com seus fracassos e com as críticas e sabem desistir quando é o caso. Elas não projetam alguma pressuposição moral sobre seus fracassos. Em vez disso, enxergam fracassos e críticas como ferramentas que as ajudam a crescer - mais ou menos como enxergam tudo.

Este post foi publicado originalmente em Soul Anatomy.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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