OPINIÃO

Vamos discutir a relação? O Brasil no esporte em 2015

28/12/2015 13:38 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Reprodução/Facebook

Os homens não gostam de discutir a relação, não é mesmo? Mas temos que fazer isso, cedo ou tarde. Diferentemente de uma DR amorosa, quando a (o) namorada (o) transforma a conversa em uma lista interminável de queixas, vou ficar somente com as coisas boas que aconteceram em 2015. Como estamos no final de ano, vou falar sobre os resultados dos atletas olímpicos brasileiros.

Posso dizer que foi um ano bom. Subimos ao pódio nos campeonatos mundiais e vibramos com alguns resultados inéditos. Mas o desempenho foi inferior ao das últimas duas temporadas. Foram 19 medalhas nas mesmas provas que serão disputadas no ano que vem nos Jogos do Rio de Janeiro. A comparação cria um termômetro do que veremos nas Olimpíadas de 2016.

Sol, praia e belezas naturais estão no imaginário dos estrangeiros quando se fala de Brasil e, depois deste ano, o vôlei de praia entrou na lista. 2015 foi o ano da modalidade, esporte que mais deu alegrias ao povo brasileiro: foram dois ouros, uma prata e dois bronzes.

As duplas Agatha/Bárbara e Alison/Bruno subiram no lugar mais alto do pódio no campeonato mundial. Já a dupla Taiana/Fernanda ficou com a prata e os bronzes ficaram com Juliana/Maria Elisa e Evandro/Pedro. O Brasil dominou geral.

Infelizmente não foi desta vez que tiramos o estigma de país bronzeado. Foram 12 medalhas de bronze, quatro de prata e apenas três ouros. O terceiro ouro foi conquistado na canoagem velocidade, com o baiano Isaquias Queiroz, na prova C2 1000 metros, junto com o parceiro Erlon Souza.

As mulheres brilharam. O único pódio nacional no Mundial de Atletismo foi conquistado por Fabiana Murer. Ao completar uma década entre as melhores do planeta no salto com vara, a paulista ficou com a prata, ao saltar 4m85, a mesma marca que deu a ela o título mundial em 2011.

A baiana Ana Marcela Cunha (imagem acima) mostrou que é "barril dobrado" nas maratonas aquáticas. Levou medalha de bronze na prova olímpica de 10 km, além de ouro na 25 km e prata na prova por equipes.

Não posso deixar de falar também de Etiene Medeiros, que conquistou a primeira medalha nacional em campeonatos mundiais em piscina longa (50 metros). Ela levou a prata, mas a prova de 50 metros costas não é olímpica.

Por outro lado, foi um ano a ser esquecido para alguns medalhões nacionais. Cesar Cielo (natação), Arthur Zanetti (ginástica) e Mayra Aguiar (judô), por exemplo, decepcionaram. Esperamos muito deles, mas ficaram no quase nos respectivos mundiais.

Vale lembrar que em muitas dessas modalidades o campeonato mundial é mais difícil do que os Jogos Olímpicos.

Uma série de fatores, numa complicada equação, torna os mundiais mais difíceis. Por exemplo, a falta de limite de atletas por nação. Em boa parte das provas olímpicas, cada país pode levar somente um atleta.

O ano teve também os Jogos Pan-Americanos, na cidade canadense de Toronto. É um evento charmoso, principalmente para os brasileiros. Ganhamos muitas medalhas e sentimos o gostinho de ser uma potência esportiva.

Terminamos em terceiro lugar no quadro de medalhas, com 141 pódios. Enfim terminou 2015. Que venha 2016!

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