OPINIÃO

Abertas as apostas para 2016

14/05/2014 10:11 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:28 -02
Divulgação

É cedo para falar em medalhas brasileiras em 2016, mas ao contrário do futebol, em que o melhor nem sempre vence, as medalhas olímpicas são mais previsíveis. Você não precisa ter os poderes sobrenaturais da Mãe Diná. A ciência do esporte é simples. Veja os últimos resultados das modalidades nas etapas de copa do mundo ou dos campeonatos mundiais nesse período pré-jogos. Pronto. Assim, saberemos quais atletas terão mais chances de subir ao pódio.

Uma coisa é certa: a expectativa e a pressão serão grandes em cima dos brasileiros. Se fosse para apostar em alguém, as minhas fichas iriam para o baiano Isaquias Queiroz, da canoagem.

Isso mesmo, canoagem. Esporte que passa longe de ser tradição no país. O baiano tem uma história bem interessante. Ele conheceu a modalidade, ainda criança, por meio do projeto Segundo Tempo do Ministério do Esporte. O primeiro contato foi aos 11 anos, na cidade de Ubaitaba, que na língua Tupi Guarani significa cidade das canoas - parece predestinado. De lá para cá, cresceu e se desenvolveu na modalidade.

No começo do mês, Isaquias subiu três vezes ao pódio na primeira etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, disputada em Milão, na Itália. Conquistou ouro (C1500m), prata (C1 1000m) e bronze (C1 5000m). Ele dividiu o pódio com nada mais nada menos do que os atuais medalhistas olímpicos. O Brasil ainda trouxe para casa uma medalha de prata com a dupla Erlon de Souza e Ronílson Oliveira, na prova C2 200m.

O jovem baiano, de 20 anos, foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de ouro (C1 500m) e bronze (C1 1000m) em mundiais da canoagem. Os pódios vieram no Mundial de Canoagem Velocidade, disputado em Duisburg, na Alemanha, em 2013. Foi um ano fantástico para o canoísta. Ele trouxe na bagagem pelo menos uma medalha para o Brasil em todas as provas que remou durante a última temporada.

A trajetória do atleta serve de inspiração para muitos jovens brasileiros. Ele é um exemplo concreto de que projetos esportivos têm que ligar a base ao alto rendimento.

Nem todas as esperanças da canoagem estão depositadas nas remadas de Isaquias. Outros grandes nomes - como o do Niválter Santos que registrou o segundo tempo mais rápido da história da canoagem C1 200m, e a dupla Ronilson Oliveira e Erlon de Souza Silva - também têm grandes chances de beliscar um pódio.

É claro que na Lagoa Rodrigo de Freitas, em 2016, as medalhas serão decididas por décimos de segundos. Mas, os brasileiros estarão entre os melhores em busca desses segundos preciosos.