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Victor Sá

É pai há pouco tempo. Jornalista há um tantinho mais

Victor Sá é pai há pouco tempo. Jornalista há um tantinho mais. Nunca curtiu muito essa onda de mini biografia engraçadinha, ainda assim, dedicou um bom tempo tentando acertar o tom. Fracassou e se contentou com esse pseudo exercício de auto-ironia e metalinguagem que está mais para auto-promoção _a propósito essas últimas três coisas faz muito bem. Trabalha em televisão e sempre se equilibrou entre entretenimento e jornalismo, embora ache fera unir as duas coisas. Ama e odeia sua profissão. Inclusive, amor e ódio parece ser o mote, nada saudável, com que se relaciona com quase tudo. Acha bem estranho escrever sobre si mesmo em terceira pessoa, já em primeira pessoa não apresenta dificuldade alguma. Atualmente, produz séries especiais em um canal de televisão e atua como repórter correspondente para uma TV venezuelana. No ano de 2014, ganhou o prêmio Esso de jornalismo com a série "O avanço da maconha". Também em 2014, se tornou pai. E é sobre isso esse espaço. Aqui, pretende explicar para a pequena que amar e mudar as coisas interessa mais. Atenção: Mesmo Victor sendo jornalista, esse é um espaço lúdico, opinativo e até fantasioso. As cartas são inspiradas na vida, mas são não têm nenhum compromisso com a realidade. São obras ficcionais.
Drregor/Flickr

Sobre o tsunami da intolerância

Existe uma onda de intolerância e burrice cada vez maior e, como um tsunami, ela vai varrendo o bom senso, destroçando o amor, e machucando muito a todos. E eu temo pelo que restará depois. O que vai sobrar para você e seus amiguinhos.
20/07/2015 17:47 -03
tharso/Flickr

Sobre a mesma nova estrada

Essa é nossa primeira viagem, amor, e mesmo que não se lembre de nada ela estará pra sempre contigo. Essa e todas as outras milhares que pretendo fazer ao seu lado. Espero que você logo entenda que sempre que cair na estrada, mesmo sem companhia alguma, você nunca estará sozinha.
10/07/2015 14:42 -03
Colette Saint Yves/Flickr

O que aprendi com a primeira doença da minha filha

Eram quatro e vinte da tarde e a marcha dos amiguinhos do papai, a da maconha, estava começando e por pouco não ficamos presos no trânsito. É irônico, papai sempre foi em tudo que é passeata e já ouviu muito o blá blá de que a Avenida Paulista não pode parar jamais. Veja, aquela turma, além de atrapalhar o nosso caminho, estava também abrindo caminho para tantos outros pais.
29/05/2015 16:49 -03
Mariela De Marchi Moyano/Flickr

A partida de quem fica

A partida do Galeano me fez lembrar da minha viagem, que me lembrou o conto do pai apresentando o mar ao filho, que me lembrou quando te apresentei o mar, que me lembrou seu nascimento. Espero que quando você ler, lembre coisas bonitas. E o que não lembrar, carregue de cor.
24/04/2015 17:26 -03
ALICE VERGUEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Como explicar pra minha filha pequena homens defendendo ditadura?

Olha, você sabe, papai defende a liberdade sempre. A liberdade de expressão também, obviamente. O que não quer dizer, besourinho, que devemos tolerar vermes pedindo ditadura militar. Não! Isso, não. Veja, o fato de termos liberdade de expressão não significa "liberdade" para oprimir, ou defender a opressão. Pelo contrário. Liberdade caminha junto com responsabilidade.
13/04/2015 14:47 -03