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Rodrigo Fampa

Graduado em história e mestre em ciência política pela Universidade Federal Fluminense

Meu nome todo é Rodrigo Fampa Negreiros Lima. Sou nascido no Rio, mas petropolitano de coração. Filho de submarinista e de uma mãe cheia de personalidade. Tenho como acontecimentos marcantes na minha vida antes de virar adulto ter morado em Natal - as três idas e vindas de carro percorrendo os 3000 km de distância do Rio me apresentaram a miséria que dita a regra no Brasil - e em Lisboa - onde fui muito bem tratado, mas pude perceber que somos conformados sim por uma identidade nacional: se você não a demarca, o outro a demarcará por você. Me formei em História na UFF, fiz mestrado em Ciência Política também lá e agora estou no Doutorado em Teoria da História na PUC-Rio. Tenho como referência intelectual a pensadora Hannah Arendt e amo literatura, mundial e brasileira.
Ueslei Marcelino / Reuters

Várias vozes e um julgamento: O que somos capazes de aprender diante da barbárie?

Guimarães Rosa faz do Sertão uma grande metáfora do Brasil, uma terra onde a voz da lei é sempre incerta e frágil, quando não injusta; onde todos estão a todo instante desprotegidos. O incrível é que mesmo entre homens brutos e violentos, a vítima é ouvida e sua palavra tem também o peso de uma justiça possível. Sua voz produz efeitos. Aparentemente o Brasil continua sendo um grande sertão, onde a sobrevivência nunca está garantida. O que me assusta é que os jagunços do sertão real podem ser muito mais insanos e intolerantes que aqueles do sertão da ficção. Não vejo justiça, vejo estupro. Ela diz: fui estuprada.
15/06/2016 11:08 -03