profile image

Paloma Franca Amorim

Dramaturga da Amazônia. Dona de um coração de águas barrentas

Paloma Franca Amorim nasceu em Belém do Pará, um dos inúmeros corações da Amazônia. Aos 18 anos de idade mudou-se para São Paulo onde realizou a graduação em licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, nesse mesmo período se tornou cronista fixa do jornal O Liberal cuja circulação se dá principalmente no estado do Pará e demais estados da região norte do país, suas crônicas são publicadas semanalmente às quartas-feiras. Sua produção literária se estende a diversas modalidades, como dramaturga escreveu o espetáculo “Cidade das Nuvens”, apresentado na Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, nos anos de 2006/2007.. No ano de 2013 escreveu a peça A Casa dos Homens pelo Coletivo 2ª Opinião, esse projeto foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural Primeiras Obras 2013/2014 do estado de São Paulo. Paloma tem contos publicados em antologias poéticas para jovens escritores e atualmente dirige o espetáculo da Coletiva Vulva da Vovó cujo título provisório é “Tudo que você sempre fingiu que nunca soube”, a peça trata sobre a relação entre as mães políticas na América Latina e a militarização do Estado. A relação entre teatro e literatura sempre foi uma inquietação e por isso os projetos nos quais está envolvida apontam para um trânsito estético entre as duas linguagens.
Divulgação

Pagu Apaixonada

Patrícia Galvão, Pagu, é talvez uma das poucas militantes do Partido Comunista reconhecidas historicamente.
27/10/2015 19:11 -02
Divulgação

O quê que tem na caixa preta?

A performance solitária é uma criação do norte-americano Shamel Pitts, integrante do grupo israelense Batsheva Dance Company. A obra tem um caráter biográfico motivado pelas experiências do performer nascido no bairro do Brooklyn, em Nova York
08/09/2015 17:06 -03
Reprodução

Por que recusar Exhibit B

A materialização da dor de um povo através do desenho de uma realidade desumanizadora se faz contraditória: mais uma vez a figura do negro, constituindo uma representação metonímica na qual indivíduos configuram uma ideia de coletivo, é tratada como vasilhame preenchido por uma ideologia dominante.
17/08/2015 22:08 -03
Rafael Samora

Clepsidra: ideologicamente indigente

A produção deste terceiro disco do Clepsidra trava significativa relação com a letra da música também intitulada "Independente". Nessa canção os rapazes da banda criam uma espécie de manifesto sobre o caráter autônomo da produção cultural. Na letra encontramos um projeto ideologicamente indigente de mundo, de arte, de música que se revela como um estandarte estético conduzido pela levada rock 'n roll reconhecível em outras composições do Clepsidra.
15/07/2015 14:44 -03
Humphrey King/Flickr

Elogio ao Teatro Marciano

Em Marte não houve 400 anos de escravidão e sua historiografia humana recente não permitirá que as pessoas sem percepção estética, distantes racialmente das cifras fundamentais da arte contemporânea e/ou artistas menores, possam problematizar o contexto de utilização das linguagens artísticas em geral e, especificamente, da criação teatral.
29/05/2015 17:39 -03
paloma franca amorim

Por um teatro preto

A intersecção entre raça e classe no século XXI brasileiro continua, portanto, abastecida e engessada pelo critério escravocrata de dominação das raças não-brancas vigente no período colonial, mesmo depois dos processos de "libertação" dos negros, da criminalização do racismo, de emancipação moderna dos movimentos de luta racial e do aumento de representatividade da população negra no mercado de trabalho formal e na mídia. A atitude discriminatória travestida de comportamento normal consentido pela comunidade civil e pelo Estado chama-se racismo institucional. E o que tem o teatro a ver com isso?
13/05/2015 18:25 -03
divulgação

O complexo Marina Abramovic

Marina Abramovic, atualmente aos 68 anos de idade, tornou-se um tipo de mestra das artes performáticas e analisa o seu trabalho como a expressão de um acúmulo de frustrações pessoais que, em grave medida, propiciaram sua ascensão para o patamar de gênio da arte. Segundo a performer, quanto mais fraturada é a estrutura emocional de uma pessoa, melhor artista ela pode vir a ser. Nesse sentido, é importante que nos perguntemos, diante de nosso cindido contexto sócio-cultural, por que não temos grandes gênios nascidos nos ambientes mais violentos e precários da geografia brasileira e latinoamericana?
03/04/2015 13:04 -03