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Monique Sochaczewski

Doutora em história, política e bens culturais pelo CPDOC-FGV

Historiadora internacional, é professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. É apaixonada por livros, filmes, viagens, e tudo que tenha relação ao Oriente Médio, região em que morou por quase seis anos, e que considera a mais intrigante e complexa do planeta.
ODD ANDERSEN via Getty Images

O ano que começou sangrento na Turquia

O ano começou sangrento e triste nesta que é a meu ver a segunda cidade mais incrível do mundo (sim, sou uma carioca apaixonada pela terra natal). Seu papel de ponte entre Europa e Ásia, entre Islã e Cristianismo, entre produtores e consumidores de petróleo e de tantos refugiados do Oriente Médio, bem como seu histórico cosmopolitismo, vem sendo impactados por atentados de todo o tipo. Turismo, certamente, não rima com terrorismo.
02/01/2017 14:55 -02
Adriano Machado / Reuters

Rodrigo Maia e a ignorância sobre o Azerbaijão

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia e uma pequena comitiva estão em viagem internacional, que inclui uma visita ao Azerbaijão. Pelo que entendi, trata-se de sua primeira viagem internacional no cargo e a mídia brasileira está em polvorosa, intrigada com a escolha do destino. O Estadão tinha chamado de "exótico país asiático" e o G1 tinha inicialmente o localizado na Ásia Central.
31/10/2016 12:46 -02
Raphael Dias via Getty Images

Um outro legado olímpico

Dificilmente o Brasil seria alvo de um atentado, mas fazia muito sentido temer que pudesse ser palco, já que abrigou delegações de países em que esse fenômeno é uma realidade muito presente. Ao apagar das luzes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, um dos legados por conta da realização desses é justamente a certeza de termos que debater sobre o terrorismo global em diversas esferas e como encará-lo.
19/09/2016 13:39 -03
HUSEYIN ALDEMIR / Reuters

O quebra-cabeça que se instaurou na Turquia

Dois caminhos se descortinam agora. O primeiro seria o do governo justamente reconhecer a importância da democracia - com o povo na rua defendendo sua legitimidade, mesmo seus opositores declarados, e se recusando a apoiar o golpe - e da imprensa e redes sociais, e de fato se esforçar por um governo mais plural e inclusivo. O segundo, que infelizmente parece ser o mais provável, é a transformação do sistema político num presidencialismo abrindo o caminho para uma hegemonia definitiva. O recrudescimento de uma centralização quase "sultânica" e a implementação cada vez mais próxima de um estado militarizado.
16/07/2016 11:40 -03
Osman Orsal / Reuters

Lições sangrentas: Um ano de terrorismo na Turquia

O atentado ao aeroporto Atatürk, no lado europeu de Istambul, ainda não teve autoria reconhecida. As marcas deixadas, contudo, indicam ser obra do EI, já que o alvo tem tanto impacto econômico e quase que segue uma sequência lógica de importância: primeiro foi Sultanahmet, no coração histórico da cidade, em janeiro deste ano e que vitimou turistas alemães, e depois, já em março, o alvo foram turistas israelenses na movimentada e mais moderna avenida Istiklal, na região de Beyoglu.
30/06/2016 12:02 -03