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Letícia Bahia

Psicóloga, feminista e domadora de trolls

Psicóloga, feminista, autora do blog Reflexões de uma lagarta e Diretora de Relações Institucionais da revista AzMina. Obcecada por orquídeas, reduzir a desigualdade social e por um dedo de prosa.
reprodução/facebook

Por que ficamos tão putas com o que para Biel foi só uma 'brincadeira'

Chega aqui, Biel, deixa eu bater um papo contigo, sem briga e sem bronca. Eu quero é conversar porque, de verdade, boto fé que você estava só brincando. Acredito mesmo que você não teve intenção de assediar ou humilhar qualquer mulher, nem na primeira vez que disse àquela repórter que "a quebraria no meio", nem quando disse que era só brincadeira e nem quando, há poucos dias, repetiu seu "te quebro no meio" no palco de uma festa. Mas chega aqui, Biel, e me deixa tentar te explicar por que ficamos tão putas com o que pra você foi só uma brincadeira.
28/07/2016 15:50 -03
leszekglasner via Getty Images

Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho e feminismo

É certo que o feminismo não teria chegado na telinha da Globo se muitas de nós não tivessem batalhado pra que o movimento fosse inclusivo. Se o feminismo tivesse se consolidado como um clube restrito a quem se aprofunda em suas teorias e problemáticas, ele certamente não teria a potência que tem hoje. Somos centenas de milhares, estamos espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Estamos pautando cultura do estupro na TV, escrevendo sobre machismo no caderno de esportes, debatendo prostituição nas linhas do tempo do Facebook - e que bom. Mas estamos, também, falando um monte de bobagens. Com o alcance inédito, veio o chorume.
25/07/2016 11:59 -03
Reprodução

Prostituição, Julia Roberts e o amor romântico

Que possamos encontrar no debate sobre prostituição a diversidade que o feminismo tanto valoriza. Que possamos ouvir Amara Moira, Monique Prada e tantas outras mulheres que têm falado sobre o tema com propriedade e conhecimento de causa. Sobretudo, que a gente não seja e não veja umas nas outras nem a donzela na torre nem a bruxa, nem Eva nem Lilith, porque nós somos muito mais complexas do que qualquer fábula do patriarcado jamais dará conta de descrever.
01/07/2016 12:08 -03