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Fernando Henrique Cardoso

Ex-presidente do Brasil; membro do Conselho do Século 21 do Instituto Berggruen

Fernando Henrique Cardoso é sociólogo e cientista político. Foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos (de 1995 a 2002), vencedor das duas eleições no primeiro turno por maioria absoluta. Entre suas funções recentes, é membro da Commission on the Legal Empowerment of the Poor, da Organização das Nações Unidas (ONU). É também professor emérito da Brown University e titular da cadeira "Culturas do Sul" na Biblioteca do Congresso Americano, em Washington (DC). Foi co-fundador do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), em 1988, e do Instituto Fernando Henrique Cardoso, em 2004. Nasceu no Rio de Janeiro em 1931.
Enrique Marcarian / Reuters

A crise brasileira reflete a morte da democracia representativa no Ocidente

Em democracias em crise, as diferenças de classe se misturam com outras formas de identidade social. Partidos políticos estabelecidos inevitavelmente perderão espaço. Narrativas que tentam se conectar com e tratar das queixas das massas que perdem poder preenchem o vazio deixado pela morte da democracia representativa. Vemos isso com Donald Trump nos Estados Unidos e a crescente xenofobia na Europa.
08/09/2016 10:25 -03
The Washington Post via Getty Images

FHC: 'A política em relação às drogas precisa mudar urgentemente'

Pense nisso. Se apenas as drogas forem encaradas como "o problema" (como acontece hoje), estaremos perdidos. Não se está contestando que as drogas possam gerar dependência e causar impactos negativos sobre a saúde e o bem-estar. Mas as drogas, em si, não são o ponto de partida correto. A melhor maneira de encarar a questão é refletir sobre como nós, governos e sociedades, optamos por lidar com elas. A extensão em que as autoridades públicas proíbem ou regulamentam as drogas vai determinar os impactos problemáticos resultantes -sobre os indivíduos, as famílias e as comunidades.
20/04/2016 10:37 -03
AFP via Getty Images

5 maneiras de como por fim à guerra das drogas

O regime internacional de controle de drogas está falido. Abordagens anteriores que priorizavam um paradigma de aplicação punitiva da lei falharam, enfaticamente. A Comissão Global para Políticas de Drogas defende uma abordagem dessas políticas centrada na saúde pública, na segurança da comunidade, nos direitos humanos e no desenvolvimento.
09/10/2014 16:30 -03