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Feminismo na Prática

Blog colaborativo sobre feminismo

O Eu, Tu, Elas: Feminismo na Prática é um blog colaborativo sobre feminismo. Aqui, as autoras são as próprias leitoras e o objetivo é disseminar o feminismo na prática. Se você acha que seu texto pode ajudar outras minas, mande para a gente por Facebook ou por email.
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Minha mãe não queria ter filhos, muito menos uma filha lésbica

Minha mãe tem ódio não apenas do que eu sou pelo preconceito irracional dela, mas também por ter sido obrigada a me ter pra que eu findasse nisso que ela odeia. Como se fosse um peso extra. Tem ódio porque criou expectativas sobre o que queria de mim, como realização pessoal do que ela não pôde ter - e eu não me enquadro em boa parte dessas expectativas.
23/05/2016 16:36 -03
OcusFocus via Getty Images

O peso e o sofrimento de achar que está grávida na hora errada

Eu não sinto alívio, mesmo quando deveria. Não seguirei tranquila porque eu sei que todas essas sensações eu divido com milhares de mulheres neste mundo cheio de machismo e violência; uma brutalidade psicológica que criaram em nós desde o dia em que nascemos. O resultado segue negativo enquanto a sociedade não entender que nós somos donas de nossas próprias vidas, nosso corpo e nossa mente. Enquanto isso não for possível, não será um teste de farmácia que me trará de volta o sono.
18/05/2016 17:26 -03
Shutterstock / Jjustas

'Fui mãe aos 17 anos e não me arrependo da minha escolha'

Sou a favor do aborto e da nossa liberdade de escolha, mas agradeço por não o ter escolhido. Agradeço por ter a minha filha, minha família e até mesmo pela escolha da minha mãe. Ela me ensinou que saúde é primordial, e em relação a este assunto, existem obstáculos fora do nosso alcance. Mas que é possível, enquanto ainda tivermos vontade, transformar frustrações em motivação, e imprevistos em direção.
08/05/2016 10:09 -03
JGI/Jamie Grill via Getty Images

Pare de romantizar a maternidade: Mães são pessoas!

Amamentar foi a coisa mais bizarra e menos intuitiva que aconteceu comigo em toda a minha vida. O meu peito sangrava de feridas, a língua do bebê, que é ácida (e não molinha e delicada, como vocês devem pensar) corroía até a minha alma, e eu literalmente tremia e chorava por uma hora com a minha filha no colo mamando, todos os dias, cerca de 10 vezes ao dia. Porque eu sou um ser humano, e a minha pele é real. Minha pele se fere.
14/04/2016 19:19 -03