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Edilson Adão

Professor de Relações Internacionais da Facamp e autor de 360o Geografia em Rede, FTD Educação.

Autor de  360o Geografia em Rede (FTD Educação) e Oriente Médio a Gênese das Fronteiras(Editora Zapt). Possui graduação em Geografia pela Universidade de São Paulo  e mestrado em Geografia Humana, pela mesma universidade. Atualmente é Professor de Relações Internacionais da FACAMP.

Jose Gomez / Reuters

A Colômbia ganhou o Nobel da Paz por um acordo que não aconteceu

Embora com profundas diferenças, percebe-se uma clara boa vontade nos dois lados envolvidos nas negociações: governo e guerrilha. Mas forças políticas retrógadas parecem querer lutar contra e não aceitam a reincorporação dos ex-combatentes na sociedade civil nem os termos do acordo. Nesse momento é hora de torcer contra Uribe e a favor de Santos.
25/10/2016 16:01 -02
THOMAS PETER via Getty Images

Os novos caminhos para a economia chinesa

XI Jinping, o atual líder chinês eleito no 18º Congresso do Partido Comunista, goza de muito prestígio e será reeleito em 2017 devendo estender seu mandato até 2022, quando sai de cena. Aí será a vez de assumir o novo líder que está em gestação nos dias atuais nas fileiras do Partido. Será indicado no vigésimo Congresso do PCCh em 2022 e terá a missão e a responsabilidade de conduzir aquela que será a maior potência econômica do mundo.
21/10/2016 11:55 -02
ASSOCIATED PRESS

A conexão entre Brasília e Cairo

Egito e Brasil são repúblicas recentes que saíram da monarquia pelo mesmo caminho: golpe de Estado e ao longo do século XX, conviveram com regimes antidemocráticos. Ambos são ainda muito precoces na vivência democrática. É bem verdade que o Brasil está mais avançado que o país árabe, mas ainda não prima pelo respeito às instituições democráticas. Em ambos os países as massas saíram às ruas e pediram a deposição de um governo democraticamente eleito. Em ambos os países os presidentes foram alçados ao poder pelo voto; deveriam sair pelo mesmo caminho.
02/09/2016 15:34 -03
ARIS MESSINIS via Getty Images

A encruzilhada turca

A democracia turca sai enfraquecida do episódio. O país está dividido entre o secularismo e o islamismo, entre políticos religiosos e militares: religião e exército são atores políticos centrais no tabuleiro turco. O CHP, segundo maior partido, laico e social-democrata não é páreo para o AKP. Por sua vez, Erdogan não tem outra chance a não ser aumentar ainda mais o centralismo que já vinha exercendo e deve governar com mão de ferro daqui para a frente, pois sabe que o golpismo latente anda à espreita.
19/07/2016 16:05 -03
Murad Sezer / Reuters

O cenário turco e as explosões em Istambul

Os atentados ocorrem em um momento de reparação diplomática turca, que vinha retomando diálogos com desafetos recentes: Rússia no caso do avião abatido; Israel quando o país atacou uma fragata turca ocupada por militantes dos direitos humanos a caminho da Faixa de Gaza quando essa levava supostamente alimento e medicamentos a zona isolada. Os atentados não interrompem os diálogos, ao contrário, reafirmam. O fator extremista pode atuar favoravelmente à retomada diplomática turca, pois os grandes rivais regionais têm um inimigo em comum: o terror islâmico.
12/07/2016 10:39 -03
altamira83 via Getty Images

O dilema europeu: Unidade x identidade

O referendo de 2016 traz muitos significados, mas não pode causar estranheza ao histórico de reticências britânicas: Londres sempre preferiu olhar mais ao oceano que ao continente. Já quanto à pergunta "Qual o futuro da União Europeia?", ninguém tem a resposta, muito menos esse missivista. Mas é possível traçar cenários.
05/07/2016 18:08 -03