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Diego Bonaldo Coelho

Doutor em Administração. Professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Doutor em Administração (FEA/USP) e Mestre em Administração de Empresas (Mackenzie), graduou-se em Comércio Exterior (Mackenzie) e em Ciências Sociais (FFLCH/USP). É professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e integra o quadro docente do Programa de Pós-graduação em Gestão Pública e Cooperação Internacional da Universidade Federal da Paraíba (PGPCI/UFPB). É pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas em Diplomacia Corporativa da ESPM (CEDiC/ESPM), do Programa de Estudos Asiáticos da FEA/USP (ProÁsia/USP) e do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da USP (PGT/USP). Atualmente, os seus interesses de pesquisa são: internacionalização de empresas brasileiras; políticas comerciais e de apoio à internacionalização; negócios internacionais; cadeias globais de valor; diplomacia corporativa; competitividade nacional; tecnologia e inovação; e desenvolvimento regional.
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Muito além da balança comercial

Afinal, ao longo desse período, a despeito de crescimentos pontuais, não se evoluiu consideravelmente em participação nos fluxos de comércio ou no grau de abertura, como países similares ao Brasil o fizeram, com agravante de que foi aumentada a vulnerabilidade da pauta exportadora brasileira e observadas dificuldades de inserção de empresas na exportação de modo sustentável, principalmente de pequenas e médias. Dessa forma, é fundamental uma ampla reflexão sobre os desafios do comércio exterior brasileiro, os quais, de ordem macro e microeconômica, estão muito além da balança comercial, cujos superávits podem ocultar fragilidades.
12/12/2016 10:55 -02
Beck Diefenbach / Reuters

Os descontentes e a inesperada vitória de Donald Trump

Tais reflexões sugerem que os resultados observados revelam a dificuldade das lideranças políticas e das organizações partidárias atuais de dialogarem e apontarem novos caminhos e novas demandas aos que clamam mudança e que possuem relações demográficas e socioeconômicas mais complexas e de geometria muito variável. Seja para os próprios os conservadores, seja para outros grupos, muitos difusos, inclusive. Sendo estes não apenas os novos desafios metodológicos para as pesquisas tentarem apreender a nova lógica decisória do voto, além de suas clivagens clássicas, mas ao sistema político dialogar, dar voz e ecoar novos desejos.
16/11/2016 12:54 -02