OPINIÃO

Boa notícia: as vacinas estão conquistando o mundo

29/01/2014 18:22 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:51 -02
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A Somali baby is given a pentavalent vaccine injection at a medical clinic in Mogadishu on April 24, 2013. Somali children under one year of age will now receive the pentavalent vaccine, a combination of five vaccines in one against diphtheria, tetanus, pertussis (whooping cough), hepatitis B and Haemophilus influenzae type B (Hib) - the bacteria that cause meningitis, pneumonia. The initiative was launched by the GAVI Alliance, UNICEF and WHO. Somalia has one of the lowest immunisation rates in the world. The launch coincides with World Immunization Week. AFP PHOTO/Carl de Souza (Photo credit should read CARL DE SOUZA/AFP/Getty Images)

Apesar da sensação que você pode ter quando lê as notícias, vivemos na maior era da história. A expectativa de vida mais que dobrou nos últimos cem anos. A pobreza extrema caiu pela metade desde 1990. Nesse mesmo período, o número de crianças que morrem todos os anos caiu mais de 40%. E mais crianças estão tendo acesso a educação. O mundo é melhor do que jamais foi.

Mas ele não é bom o suficiente. E ainda falta fazer muitíssimo.

Quando volto os olhos para 2014 e mais para o futuro, vejo que há uma série de passos importantes, mas simples, que poderiam fazer uma diferença substancial para fazer do mundo um lugar mais sadio e estável. Vou citar dois deles, nada mais.

Como fã das vacinas, estou satisfeito com o lançamento contínuo de uma vacina chamada pentavalente (porque previne cinco doenças). Em 2015 ela estará disponível no Sudão do Sul, o último dos 73 países mais pobres a adotá-la. A Índia acaba de anunciar que vai começar a dar a vacina a todas as crianças do país em 2014. Se outros países seguirem o exemplo da Índia, a pentavalente poderá prevenir 7 milhões de mortes até 2020.

Some-se a isso a ampliação do alcance das vacinas que previnem a pneumonia e o rotavírus, e poderemos ver uma diminuição ainda mais dramática nas mortes de crianças no mundo pobre.

Portanto, o que o futuro encerra? Mais crianças saudáveis, o que conduz a famílias de dimensões menores e a um mundo em que as famílias -- e os países -- podem se desenvolver bem. Mas o futuro exige de nós um compromisso de assegurar que as ferramentas das quais dispomos cheguem a todos que precisam delas e de investir na criação de novas ferramentas que os pobres do mundo tanto necessitam.