OPINIÃO

Ensinar exige curiosidade

Este é o ingrediente mágico da pedagogia.

17/11/2017 13:55 -02 | Atualizado 17/11/2017 13:55 -02

O conhecimento escolar não deve ser visto como um limite. Ao contrário, é uma busca. Conhecimento não é uma cerca. É um horizonte.

A prática da ciência é o ponto alto de uma educação que preza a curiosidade. O cientista nunca está confortavelmente satisfeito com os resultados de sua pesquisa. Quanto mais ele descobre, mais fica curioso sobre o que ainda não sabe.

É a curiosidade científica que nos leva a estudar, criticar os conhecimentos já consolidados, tomar distância do objeto, observar a partir de várias perspectivas, delimitar para enxergar melhor um detalhe, comparar, formular novas perguntas e avançar.

Einstein é um caso paradigmático dessa inquietação. Desde criança ele sempre manteve uma curiosidade entusiasmada, fruto de uma inquietação permanente sobre os mistérios dos fenômenos naturais.

Einstein fazia perguntas para coisas que os adultos imaginavam ser questões óbvias, corriqueiras ou já resolvidas: por que um ímã se junta ao outro? Por que as coisas caem cada vez mais rápido? Para Paulo Freire, esse é o clima pedagógico que a educação deve buscar: um ambiente em que a curiosidade é não só tolerada, mas valorizada.

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