OPINIÃO

Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível

Neste vídeo sobre 'Pedagogia da Autonomia', de Paulo Freire, mostro a ideologia que sustenta as políticas de distribuição desigual de oportunidades.

07/02/2017 18:05 -02 | Atualizado 07/03/2017 15:48 -03
Divulgação
Em vídeo, colunista explica as bases da 'Pedagogia da Autonomia', de Paulo Freire.

Um dos princípios pedagógicos mais importantes, principalmente para o professor que trabalha com alunos de famílias de baixa renda, é a consciência de que a História é uma possibilidade e que nenhuma realidade social é imutável. É por isso que o papel do estudante não é apenas o de quem observa como as coisas são, mas o de quem participa ativamente da construção do conhecimento e da História.

Não tem sentido uma pedagogia que faz o elogio da resignação e ensina alunos de famílias de baixa renda a simplesmente aceitarem a se manter no seu lugar, como se o seu destino já estivesse sido decretado por alguma ordem social imutável. Não tem sentido instruir os alunos a simplesmente se adaptarem à sua condição e aceitarem, calados, a negação de sua vida.

Sabe quando ouvimos por aí que alunos de baixa renda deveriam fazer cursos técnicos e profissionalizantes, tornando-se mão-de-obra eficiente, enquanto alunos de escolas particulares devem fazer ensino superior, pós-graduação e MBA para se tornarem líderes, empresários e empreendedores?

É claro que não há nada indigno no ensino técnico, assim como não há garantia de que o ensino superior assegura para todos uma carreira dos sonhos.

O que está em questão, neste capítulo de Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, é a ideologia que sustenta as políticas de distribuição desigual de oportunidades.

Veja mais no vídeo

Conheça a série de vídeo Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire.

*Este artigo é de autoria de colaboradores do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o Huffington Post é um espaço que tem como objetivo ampliar vozes e garantir a pluralidade do debate sobre temas importantes para a agenda pública.

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