OPINIÃO

As palavras e o exemplo do professor

05/08/2015 15:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
Photofusion via Getty Images
Secondary school teacher getting angry at disruptive children in the classroom. (Photo by: Photofusion/UIG via Getty Images)

Não se cria um ambiente propício à aprendizagem quando o professor é daqueles que diz: "faça o que digo, mas não faça o que eu faço." Ou pior: "faça o que eu mando, mas não o que eu faço".

Todo educador precisa saber que quando as suas palavras não são correspondidas pelo seu exemplo, os estudantes passam a desconfiar sistematicamente do que ele ensina.

Alunos percebem com muita clareza quando o professor é incoerente, contraditório ou quando simplesmente não acredita muito naquilo que ele mesmo diz. Eles notam quando o professor está cansado e passa a reproduzir mecanicamente uma explicação que está no livro didático, sem se importar se a turma está compreendendo ou não.

Sabe aquela história do professor que finge que ensina e os alunos fingem que aprendem?

Alunos percebem também quando um professor diz que é justo e democrático, mas impõe o seu poder de forma arbitrária e autoritária. Não é possível educar quando todo aquele discurso bonito, em vez de fundamentar a ação, procura maquiar e esconder a prática.

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