OPINIÃO

Nós, mulheres!

26/05/2014 10:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Mulheres estão se unindo e se reunindo periodicamente em torno de uma "causa" legítima, que é preparar as mulheres executivas para assumirem posições no topo das empresas e nos Conselhos de Administração. É um movimento sem volta. Estamos conquistando este espaço através da competência, dedicação e esforço e quem ganha são os consumidores, investidores e trabalhadores, pois a diversidade dá outra visão e dimensão às empresas e ao mundo. Não que sejamos melhores, apenas somos diferentes. Nossos outros papéis, de mãe, filha, esposa e executiva, entre outros, fazem com que nos afinemos ao mundo dos negócios de hoje.

Fico feliz e orgulhosa por ter recentemente participado com 36 mulheres executivas brasileiras do Primeiro Programa Avançado Governança Corporativa da Columbia University em Nova York, a fim de qualificar mulheres a assumir posições em Conselhos de Administração. Uma lenda viva de lá, o professor emérito e, como é chamado, "the brazilianist" Albert Fishlow, no final da aula de um dia, fez a seguinte afirmação num tom genuíno e confidente: "Nos meus 50 anos de magistério, poucas vezes tive um grupo que me exigiu tanto, nenhum outro me divertiu como este, e fiquei impressionado com o nível das perguntas e observações do grupo". Esta mistura de seriedade, profundidade e, ao mesmo tempo, bom humor, saber ser doce e se divertir, ser generosa e ajudar a colega ao lado que não entendeu com um sorriso, é um dos benefícios que a diversidade proporciona e que agora começa a florescer.

A WCD - Women Corporate Directors, uma ONG americana, com quase 5 anos de existência no Brasil, fundada por mim, já é o segundo capítulo desta história, com maior número de associadas ativas, e foi um marco inedito no tema em nosso país. Há ainda muita coisa a ser feita. Mas por outro lado já fizemos o que outras mulheres ou gerações anteriores esperaram e nunca aconteceu.

O Women's Forum for the Economy and Society, um evento global de enorme prestígio que ocorre nesta semana em São Paulo (terceira edição no Brasil), é também uma das peças que têm feito muito pela causa do empoderamento feminino, ampliando o leque das discussões, incluindo uma visão internacional de diferentes países e continentes, nos quais estes temas são amplamente debatidos e em estágios de desenvolvimento diferentes. O público mais jovem de mulheres profissionais e empreendedoras que participam do Women's Forum é de alto nível e já traz para a mesa a nossa preocupação com as próximas gerações.

Como otimista que sou, tenho uma visão positiva do futuro, orgulho pelo que já fizemos e evoluímos nos últimos anos e esperança por tudo o que ainda deve ser feito pela causa da diversidade. Porém, a melhor e mais prazerosa descoberta nesta jornada tem sido poder conhecer de perto cada uma destas mulheres - inteligentes, focadas, generosas, resilientes e divertidas -, que estavam anônimas ou escondidas no dia-dia estressante da vida moderna e das organizações.

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Fundado em 2005, o Women's Forum for the Economy and Society é a principal plataforma do mundo com pontos de vista e opiniões das mulheres sobre grandes questões sociais e econômicas. Implantando a experiência e expertise das mulheres em todas as gerações e geografias, ele oferece discussões práticas sobre como superar as barreiras e criar novos horizontes e oportunidades, bem como um debate amplo, rico e aguçado sobre ideias importantes.

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