OPINIÃO

Assista a 20 provas que mostram ao mundo como as comunidades veem a PM e as UPPs no Rio de Janeiro (VÍDEOS)

07/04/2015 15:24 -03 | Atualizado 30/01/2017 15:17 -02

A morte do menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, expôs mais uma vez para o Brasil e para o mundo a violência que é diária e interminável para a população que vive não só no complexo, mas em favelas e comunidades carentes no Rio e nas grandes cidades do País.

Mais graves são as alegações da família da vítima. Segundo o pai, José Maria Ferreira, um policial militar matou o seu filho sem razão e ainda chamou ambos de "vagabundos". A mãe da criança, Terezinha de Jesus Ferreira, afirmou ter sido ameaçada de morte. Ela disse após o assassinato do filho que conseguiria investigar o PM que teria atirado.

De acordo com reportagem do jornal O Globo desta segunda-feira (6), dos 82 assassinatos de crianças e adolescentes de até 14 anos cometidos pela polícia no Brasil em 10 anos, 50 foram registrados no Rio - o que corresponde a 60% do total. Na matéria, entrevistados apontam o despreparo e a cultura de enfrentamento como principais problemas.

Há exatamente um ano, especialistas ouvidos pelo Brasil Post afirmaram que o modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) enfrentam um desafio entre voltar ao modus operandi anterior, de confronto aberto e desmedido contra o crime organizado - com civis em meio ao fogo cruzado - ou aliar a segurança aos serviços básicos de cidadania, como saúde e educação.

Por ora, o primeiro modelo parece ser o preferido pelas autoridades. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já destacou que o Estado "não vai recuar" e que "segurança é prioridade". Como imagens falam mais do que palavras, mostramos 20 razões para acreditar que, lamentavelmente, a morte de uma criança de 10 anos pode se repetir.

Os vídeos a seguir foram postados nas redes sociais, em sua maioria, por coletivos ligados às comunidades carentes do Rio e mostram, em geral, uma truculência excessiva da polícia, algo que não surpreende, uma vez que dados do 8º Anuário da Segurança Pública, divulgados em 2014, mostraram que a polícia no Brasil mata seis pessoas por dia, um número assustador.

1 - "A bala vai comer. Neném vai cantar!"

Policiais Militares, despreparados, demonstram o prazer da guerra, com conduta desvirtuada ao que lhe foram ensinados, iniciam o patrulhamento com sede de guerra, patrulham com objetivo de trocar tiros e não em preservar a segurança do cidadão, veja o vídeo:

Posted by Radar Costa Verde on Sábado, 4 de abril de 2015


2 - Revolta após morte no Alemão (Imagens fortes)

Mas um triste fato... no Rio!Major sem preparo nenhum.

Posted by Allan Oliveira on Sábado, 4 de abril de 2015


3 - Abuso de poder

Abordagem abusiva com alto aplicação de força e poder!Aqui na favela é a SODOMA E GOMORRA? Quem deveria nos assegurar a segurança nos dá é tiro, porrada e ....#SOSCOMPLEXODOALEMAO

Posted by Complexo Alemao on Terça, 12 de agosto de 2014


4 - Protesto contra terror da UPP no Alemão

5 - Revista agressiva

Cidadão discute com militares após ser revistado #Maré

Posted by Fatos Da Maré on Quinta, 29 de janeiro de 2015


6 - Atira primeiro e pergunta depois

Flagrante PMERJ: Atira primeiro, pergunta depois (com fuzil)... e mata menina de 22 anos no Rio de Janeiro!

Posted by Porque eu quis on Sábado, 10 de janeiro de 2015


7 - "Desobediência", segundo PM

A realidade da favela com UPP: ditadura da PM

A realidade da favela com UPP: ditadura da PM"O adestramento das forças armadas é feito para a guerra, que é um lugar de não-direito. O do policial é feito para o direito, para a legalidade. Na organização militar, a obediência, a ordem, devem ser vinculantes. A legalidade não está em questão. Até porque você está em um ambiente de não-legalidade. O policial tem o dever de checar a legalidade de uma ordem que lhe for atribuída. Coisa completamente diferente no âmbito militar. E essa aproximação entre o poder punitivo e suas agências e o poder militar é muito ruim para a democracia. Se você olhar para o século XX, que foi um século com muitos genocídios, perto de cada genocídio você vai encontrar, ou forças policiais militarizadas, ou forças militares com funções policiais."Nilo Batista Vídeo recebido inbox por Natanael Porquério HalbantPorque eu quiswww.facebook.com/PorqueEuQuis

Posted by Porque eu quis on Domingo, 22 de dezembro de 2013


8 - Bope abre fogo em favela

CHOCANTE: Bope matando geral na favela!!

CHOCANTE: Bope matando geral na favela!!"Rio deve perder uma geração para mudar quadro de violência", diz Beltrame, secretário de governo de "segurança pública"Beltrame, não aceitamos mais perder geraçõesSinto muito Beltrame, mas termos de perder mais uma geração para que o modelo de segurança pública dê certo é, no mínimo, deplorável, para não dizer execrável do ponto de vista humano. Só nós temos que perder uma geração? Já não bastam os 388 anos que seus antepassados europeus nos fizeram amargar?O retrato é sério. Mais de um milhão de negros aportaram no Brasil, trazidos de vários países da África, sem contar os que morreram no meio do caminho. Se pensarmos que, em média uma geração dura cerca de 50 anos, então, só na vigência do regime de escravidão perdemos cerca de seis gerações. Pós-regime de escravidão com a impossibilidade de acessar a terra, a escola e consequentemente postos dignos de emprego, perdemos mais duas. Ou seja, foram oito gerações para ver alguma melhora. Então, senhor secretário, não aceitamos mais perder.Somos ridicularizados todos os dias. Nosso país é racista, nosso Estado mata negros com o silêncio da sociedade e aprovação de grande parte dela, e o pior, aqueles que estão nos lugares de poder reproduzem todo esse quadro, haja vista a informação sobre a população carcerária, demonstrando o rigor do judiciário em se tratando de negros. Genocídio na saúde, falência na educação e na habitação públicas. E quem acessa estes serviços são negros em sua maioria, pois compõem a população mais pobre deste país.Não gosto muito do nome do feriado dedicado à memória de Zumbi dos Palmares, pois acho que não faz jus à proposta de legitimar a importância desta parcela da população que ergueu este país. Deveria se chamar "Dia de se ter consciência do que é ser negro no Brasil" - tudo bem que é um nome enorme -, se aplica mais à necessidade de reafirmar a enormidade do esforço secular de se fazer respeitado (a) independentemente da cor de sua pele, embora tenhamos alguns avanços.O Plano Juventude Viva, iniciativa do Governo Federal que une secretarias de governo, traz em sua concepção uma triste estatística: um número de mortes equivalente à queda de oito aviões cheios por mês é o de mortes de jovens homens negros, moradores das margens das cidades. Há de se ter muita consciência para parar esta tragédia. Genocídio silencioso, ou melhor, silenciado institucionalmente e consentido pela sociedade, daqueles que de fato são a parcela majoritária desta nação. Ainda que muitos se declarem pardos ou morenos, os negros são maioria de acordo com o último censo, em 2010.Ouvindo o sociólogo e professor Michel Misse, em sua exposição sobre o descompasso nos números oficiais a respeito da violência no Estado do Rio de Janeiro, dizer que "a taxa de mortos pela polícia do Estado e do Brasil deveria ser tão anunciada quanto a taxa da inflação", eu assinei embaixo e vou replicar a fala, acho justo. Até porque, segundo a chamada do evento de lançamento do livro, um cartaz anunciando 10.000 mortes em 10 anos por autos de resistência, não pode ser desprezado. A propósito, a exposição foi feita no lançamento do livro "Quando a polícia mata", resultado de uma pesquisa que foi realizada pelo Núcleo da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Outra tragédia racial no Brasil é vista nas prisões, que produzem um quadro alarmante: 53% dos presos no Brasil são negros e, segundo a ONU, o Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo. Não há mais ambiente para se procrastinar a mudança estrutural que o Brasil precisa. Ano que vem devemos mostrar na força do voto, que ainda é obrigatório, nosso descontentamento e indignação pela falência das ações do Estado brasileiro em dar dignidade a uma parcela da população que é a maioria dela, e que é todos os dias invisibilizada na sua dor, na sua capacidade intelectual e cultural. Não ao genocídio institucionalizado de uma população, pelo Estado brasileiro.A nossa luta é por direito. O negro, pobre, favelado, ou não, merece respeito. Mônica Francisco, representante da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Licencianda em Ciências Sociais pela UERJ.Porque eu quiswww.facebook.com/PorqueEuQuis

Posted by Porque eu quis on Segunda, 25 de novembro de 2013


9 - "Não pode filmar" e "cala a boca"

RJ: ABORDAGEM COLOCA UM MORADOR EM RISCO DE MORTEVia: Maré ViveBaixa do Sapateiro - Março 2015A força de pacificação resolve abordar mais um negro suspeito. No vídeo, o jovem questiona a abordagem que coloca sua vida em risco: A menos de 100 metros, em outra rua, bandidos armados ameaçam entrar em confronto com a tropa que segue a pé. Se colocar o fone dá pra ouvir nitidamente as ameaças "vai morrer! vai morrer!"

Posted by Coletivo Mariachi on Segunda, 23 de março de 2015


10 - Morador de rua é alvo também

RIO: PM É FLAGRADO AGREDINDO E JOGANDO ÁGUA EM MORADOR DE RUA

A PMERJ consegue se superar a cada dia. Quando não são os autos de resistência, uma denominação politicamente correta para a pena de morte, os tais "casos isolados" aparecem em flagrantes filmados pela população. Quantos atos como este e muito piores, ocorrem todos os dias longe das câmeras? O que esperar de uma polícia treinada para guerra? Não acabou! Tem que acabar! Eu quero o fim da polícia militar! #DesmilitarizaçãoJá

Posted by Coletivo Mariachi on Quarta, 13 de agosto de 2014


11 - Bomba de gás dentro de casa

Rotina diária no Complexo do Alemão. Somos vítimas diárias dessa intensa guerra que nos assola a dias.. Somos violados de todos os lados. E o nosso violador esta preocupado com os Jogos Olímpicos que acontecera no próximo ano. Estamos cansados!!! Essa guerra está nos matando aos poucos... Nem os nossos idosos no aconchego do seu lar estão livres das violação comedido pelo braço armado do ESTADO que se intitula "Polícia de aproximação". Um senhor que trabalhou a vida inteira, hoje não tem a garantia de poder descansar dentro de sua própria casa, porque nem lá ele esta seguro. Esse senhor teve que ser retirado as pressas de dentro do seu lar por conta de uma bomba de gás lançado dentro de sua casa pela POLÍCIA, mostrando total despreparo e falta de respeito com a população de bem que aqui vive!Até quando vamos??Até quando vamos ser acusados de conivência?Até quando vamos ter que passar por tudo isso?

Posted by Coletivo Papo Reto on Domingo, 8 de março de 2015


12 - "Vocês só sabem matar morador"

Morador estar certo ou errado?Qual éa sua opinião sobre esse video?

Posted by Fatos Da Maré on Segunda, 16 de março de 2015


13 - Prisão e revolta

Antes dos TIROS que foram disparados as 21:30 no Campo do Sargento na Canita , alguns moradores ficaram indignados com a abordagem dos policiais a um rapaz que estava no local.Informações que ele não foi pego com nada, mais os policiais o conduziram só Deus sabe pra onde ......AUTORIDADES tem que dá conta do rapaz chamado Júnior. #SOSCOMPLEXODOALEMAO

Posted by Complexo Alemao on Terça, 12 de agosto de 2014


14 - "Deixa a gente falar ao vivo?"

Cadê as emissoras #AoVivo #KD?

Posted by Complexo Alemao on Quinta, 2 de abril de 2015


15 - Abordagem agressiva

Triste esse fato...

Posted by Allan Oliveira on Quinta, 2 de abril de 2015


16 - Morte e repressão

Mototaxistas fazem manifestação na Penha em ato de repúdio ao assassinato do Diego Algavez pela UPP da vila cruzeiro.O clima continua tenso e temos relatos de tiros e bombas

Posted by Coletivo Papo Reto on Segunda, 9 de fevereiro de 2015


17 - Mais protestos contra as UPPs

Assassinos! Assassinos!É o grito dos moradores e sobretudo das mulheres, protestando, botando a cara mesmo. Já perderam o medo de se expor. São mães ou futuras mães, são filhas. O garoto que foi assassinado poderia ser filho de qualquer um da favela. E a mulher que ontem morreu dentro de casa podia ser mãe de qualquer um, também. Podia ser a minha.A favela não aguenta mais essa UPP genocida, especialista em chacina e massacre, todo santo dia.Se nós não se juntar, e nos organizar cada vez mais, infelizmente isso não vai mudar.

Posted by Ocupa Alemão on Sexta, 3 de abril de 2015


18 - O outro lado: Bope e a invasão do Alemão em 2010

Se ainda não ficou clara a realidade nas favelas, deixamos os últimos vídeos explicativos para o final.

19 - Funk da realidade nos morros

A gente não quer só polícia

Assine:http://meurio.org.br/na_atividade/18/assine_embaixo/funk013O que você faria se você organizasse o batizado do seu filho, ou a festa de aniversário da sua filha, e um policial proibisse o evento poucas horas antes dele começar? É isso que está acontecendo em muitas favelas do Rio. Por causa de um decreto baseado em uma lei da época da Ditadura, policiais têm hoje o poder de simplesmente vetar ou retirar a licença de qualquer evento cultural, muitas vezes em cima da hora , de acordo com critérios que eles mesmos podem inventar. Nas favelas com UPPs, isso tem gerado muitos abusos, como a proibição arbitrária de todo tipo de evento, principalmente de bailes funk.

Posted by Movimento Direito Para Quem on Segunda, 7 de maio de 2012


20 - Autoritarismo

No aniversário do golpe militar, é fundamental agir para acabar com as aberrações autoritárias da nossa democracia. Diga não à militarização da justiça!Assista o vídeo e compartilhe! bit.ly/desmilitarizacaodajustica

Posted by Instituto de Defensores de Direitos Humanos - DDH on Quarta, 1 de abril de 2015


LEIA TAMBÉM

- Morte de Eduardo Jesus Ferreira: Operação da PM no Complexo do Alemão mata menino de 10 anos na porta de casa

- ONG faz enterro simbólico em Copacabana para pedir paz

- UPPs ficam à deriva na crise depois de início promissor, mas incompleto no Rio de Janeiro

- Marcelo Freixo: "A propaganda é a alma do negócio das UPPs"

ETC:brasil