OPINIÃO

Dilma Rousseff, a pior presidente da Nova República

29/07/2015 16:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02
EVARISTO SA via Getty Images
Brazil's President Dilma Rousseff gestures during the welcome ceremony of the the MERCOSUR Summit of Heads of State and Associated States at Itamaraty Palace in Brasilia, Brazil, on July 17, 2015. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

No dia 1º de janeiro de 2011, Dilma Rousseff tomou posse como a presidente de nossa triste República.

Em seu discurso de posse, no estilo parnasiano-condoreiro - o favorito de 10 entre 10 ghostwriters de políticos no país -, apresentou as linhas gerais de seu governo.

A mera comparação entre o que disse naquele dia e o que conseguiu realizar até hoje, é a prova da incompetência e do fracasso do pior presidente da história da Nova República.

Sua primeira grande proposta era acabar com a pobreza extrema no Brasil até o ano de 2014. Disse:

"A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidade para todos. ...ainda existe pobreza a envergonhar nosso País e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido. Não vou descansar enquanto houver brasileiro sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte".

Mas não só Dilma foi incapaz de eliminar a extrema pobreza, como reverter o processo de queda contínua que se observava desde 2003.

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Em relação a segunda promessa - "criação de oportunidade para todos" - a presidente também fracassou. A taxa de desemprego é hoje maior do que a que ela recebeu em janeiro de 2011. E o cenário só tende a piorar.

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Falando ainda sobre a miséria, disse:

"A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que são gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações"

O crescimento econômico ao longo do primeiro mandato foi ridículo. E neste segundo mandato as coisas devem ser piores ainda.

Espera-se para 2015 uma queda do PIB entre -1,5% e -2%, e para 2016 um crescimento pífio - 0,2% - ou mesmo mais um ano de recessão. E é possível, infelizmente, que esses sejam números otimistas.

Os números utilizados no gráfico abaixo foram retirados do último Relatório Focus.

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Em termos de PIB per capita - medida básica de riqueza de um país - registrou-se em 2014 uma queda de 0,7%.

Ou seja, éramos mais ricos em 2013 do somos hoje.

A se confirmarem os números para 2015 e 2016 (também do último Relatório Focus), teremos três anos seguidos de queda do PIB per capita.

Ou seja, novamente, éramos mais ricos em 2013 do que seremos ao início de 2017.

Falando sobre crescimento econômico, disse Dilma:

"Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer o tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres"

A inflação em 1989 chegou perto dos 2.000% ao ano. À época essa foi a sexta maior inflação da história da humanidade. Por isso, falar em "inflação alta" no Brasil é sempre complicado.

Mas nisso Dilma também fracassou. A meta de inflação no Brasil era de 4,5%.

Não se trata de uma inflação baixa para os padrões internacionais.

Ainda assim, a política de Dilma-Mantega-Tombini conseguiu trazer a inflação de volta para o panteão de problemas nacionais.

A se confirmar a expectativa atual de inflação para este ano, chegaremos próximo dos 10%. Um número pornográfico no atual cenário internacional.

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Não resta dúvida alguma. Dilma fracassou miseravelmente como Presidente da República.

E esse fracasso não é uma avaliação pessoal, mas social. A última pesquisa CNI-Ibope mostrou que 68% dos brasileiros consideram o governo Dilma "ruim ou péssimo", que 87% julgam o segundo mandato pior do que o primeiro, que 83% desaprovam a maneira de governar da presidente e que 78% não confiam em Dilma.

Apenas nove - inexplicáveis - por cento (9%) julgam seu governo como "bom ou ótimo".

No auge da popularidade do governo Lula, mais de 80% dos eleitores achavam seu governo "bom ou ótimo".

Se Lula foi o melhor presidente da Nova República, a partir do critério de avaliação popular, os petistas precisam aceitar que Dilma foi a pior.

Isso não é opinião, são dados.

E há motivos.

O Brasil é hoje um país muito pior do que era em janeiro de 2011.

E 99% da culpa entra na conta do trio Dilma-Mantega-Tombini.

No mais, o choro é livre.