OPINIÃO

7 motivos para pular o Carnaval no Centro de São Paulo

Dos 491 blocos registrados pela prefeitura, nada menos do que 125 saem pelas ruas do Centro.

10/02/2018 01:30 -02 | Atualizado 10/02/2018 01:31 -02
Divulgação/A Vida no Centro
Carnaval no Centro de São Paulo celebra diversidade.

Já deu pra perceber que o Centro é o lugar do Carnaval de rua em São Paulo, né? Dos 491 blocos registrados pela prefeitura, nada menos do que 125 saem pelas ruas do Centro. Em termos de público, o número pode ser bem maior, já que aqui estão alguns dos maiores blocos. E que crescem de forma fenomenal, como mostra o público de um milhão de pessoas do Baixo Augusta, no dia 4, o dobro do ano passado.

É claro que tem Carnaval legal em outros lugares da cidade também – assim como em outras cidades do Brasil. Mas a gente acha que o Centro de São Paulo tem algumas características especiais. Aqui as razões:

Facilidade para se locomover a pé

Todos os blocos da região central estão próximos de alguma estação de metrô ou de trem - Sé, República, Santa Cecília, Luz, São Bento, Liberdade. Quem não tem metrô perto de casa pode ir de ônibus ou táxi até a estação do bairro e de lá seguir com tranquilidade para a folia, sem se preocupar em desviar dos bloqueios ou congestionamentos.

Muuuuitos banheiros químicos

Parece milagre, mas no primeiro fim de semana tinha sim muito banheiro químico. Além disso, a multa de R$ 500 por fazer xixi na rua é um motivo a mais (além da boa educação) para usar essas casinhas de plástico. Embora elas não sejam o lugar mais agradável do mundo, ajudam a manter a rua limpa para os moradores da região, que não têm culpa se você exagerou na cerveja.

Muuuuitos vendedores ambulantes para reabastecer

E já quem tem banheiro, dá pra reabastecer com os vendedores que se espalham por todo o caminho. Centenas, milhares de ambulantes ao longo do trajeto – alguns até no meio dos blocos – vendendo cerveja, água, refrigerante e outras bebidas mais fortes. E, ponto importante para a segurança, apenas em latinhas ou embalagens plásticas, reduzindo a circulação das perigosas garrafas de vidro. Alguns até conseguiam furar o bloqueio marqueteiro e diversificar para outras marcas além da patrocinadora oficial.

Respeito ao #nãoénão

Claro que sempre é bom ficar atento. Mas, a julgar pelo primeiro fim de semana, a moçada está entendendo que é melhor não invadir o espaço do outro. No bloco do Baixo Augusta, com um milhão de pessoas na rua, o que imperava era o respeito. Muito beijo consentido (muito beijo LGBT) e nada de assédio indesejado. Bom exemplo a ser seguido.

Ocupação do espaço público

Há alguns anos o paulistano saiu da toca e ocupou de vez o espaço público. Os quatro milhões de foliões nas ruas no primeiro fim de semana dos blocos mostra que essa tendência é crescente. E tem lugar melhor pra isso do que o Centro? Praça Roosevelt, Vale do Anhangabaú, Praça da República, Minhocão são apenas alguns dos lugares que vêm sendo ocupados por um novo paulistano: sem medo de sair na rua, consciente de que a cidade é nossa.

Música para todos os gostos

Tem samba tradicional, tem marchinha, tem MPB, tem rock, axé, soul e até música eletrônica. Ou seja, tem pra todos os gostos neste Carnaval. É só olhar antes qual é a vibe do bloco pra não cair numa roubada.

Diversidade de todos os tipos

Diversidade de gênero, de tipos físicos, de gosto musical. O que impera é a liberdade. De cada um ser o que é. Ou, como é Carnaval, o que gostaria de ser. Libera a fantasia. Afinal, Carnaval é só... um mês inteiro, né?

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.