OPINIÃO

Ronda é a maior estrela do MMA. Só 'Cyborg' ainda não entendeu!

03/09/2015 20:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:33 -02
Montagem/Estadão Conteúdo/Divulgação

A brasileira Cris 'Cyborg' tem todos os motivos do mundo para se intitular a melhor lutadora de MMA de todos os tempos.

Invicta há dez anos, ela colecionou nocautes rápidos no esporte à medida que acumulou cinturões -- até esbarrar na restrição de peso imposta pelo UFC, claro.

E talvez por isso, e por outras tantas razões que incluem de montanhas de dinheiro a chance de calar críticos que insistem em relembrar seu flagra no exame antidoping anos atrás, encarar Ronda Rousey, judoca que lhe usurpou a fama de intocável, é sua grande meta a curto prazo.

Mas, para isso, Cyborg precisa mudar o disco, porque está ficando chato.

A dificuldade de bater os 61 kg limite dos pesos-galos é uma realidade conhecida e constantemente ressaltada a cada vez que a curitibana posa para foto ao lado de alguém que sirva de referência.

Acontece que, de dois anos para cá, Cyborg perdeu o domínio de negociar de igual para igual com a americana, e a imposição de descer de categoria se tornou credencial número um não apenas para enfrentar a loira queridinha dos EUA, mas também para pisar no octógono do UFC.

E, via de regra, competir no maior torneio do mundo é fundamental para a carreira de qualquer atleta que busque o topo desse esporte. E não é diferente para a atleta da Chute Boxe.

Mas que fique claro: sua campanha em busca por uma disputa em peso combinado não tem sentido.

Não interessa ao UFC, que nem sequer conta com divisões mais pesadas do que a dos galos (61 kg) entre as mulheres, e muito menos à judoca.

Invicta no MMA e dona de vitórias instantâneas, Ronda não tem por que sair de sua zona de conforto, subir de peso (seja 2,5 kg ou 5 kg) e encarar uma rival mais experiente, nocauteadora e (bem) maior.

"Mas quando eu era campeã do Strikeforce ela lutava na minha categoria e depois desceu de peso."

Sim, de fato. Mas, e daí?

Ela não luta como peso-pena faz anos, e agora construiu sua carreira e reputação na divisão de baixo e se tornou a primeira campeã mulher do UFC. Por que arriscar tal legado?

Na outra ponta desse cabo de guerra, Ronda possivelmente quer esse confronto, mas pretende se certificar de fazer valer não apenas seu maior apelo junto ao evento como garantir que as maiores chances estejam do seu lado.

E fazer a brasileira lutar em uma categoria na qual não está acostumada, em um evento onde ainda nunca se apresentou e com uma visibilidade de promoção também inédita, é mais do que natural para quem defende a posição de melhor do mundo.

Portanto, resta que Cyborg bata o peso e aceite as condições impostas por Ronda ou se cale.

Pedir peso combinado não adianta, cansa e se torna chato e repetitivo para os fãs.

O ideal seria aproveitar a polêmica em que se envolveu ao garantir que teria condições de enfrentar Ronda entre os galos em dezembro deste ano e agendar um debute na divisão pelo Invicta FC.

Nada mais justo, para todos os envolvidos.

Com isso, a brasileira poderia testar seu corpo, ganhar tempo para corrigir falhas para uma nova descida de peso quando fosse ao UFC e medir forças diante de uma adversária com menos potencial do que Ronda.

Portanto, Cris, pare de nadar contra a corrente e faça uso dela.

Não peça por luta em peso combinado e passe a garantir que vai bater o peso.

Cumpra a meta, faça um teste no Invicta e faça uso do apelo midiático de Ronda.

Quem sabe encabeçar o card do UFC 200, em Las Vegas, no dia 2 de julho de 2016, naquele que deve ser o maior show da história da organização?

As cartas estão lançadas...

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