OPINIÃO

Derrota nos bastidores acelera última cartada de Vitor Belfort

01/02/2016 10:40 -02 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02
Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images
LAS VEGAS, NV - SEPTEMBER 04: Vitor Belfort speaks to the media and fans during the UFC's Go Big launch event inside MGM Grand Garden Arena on September 4, 2015 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

As 38 primaveras de Vitor Belfort não enganam mais ninguém. Longe do vigor físico que o consagrou na juventude (e que se mostrou renascido no período em que o atleta fez uso do tratamento de reposição hormonal), o carioca aposta na experiência de quase duas décadas no MMA para dar seu sprint final rumo ao título do UFC. E para isso terá uma missão indigesta.

Anunciado por Giovani Decker, presidente do UFC no Brasil, o confronto diante de Ronaldo 'Jacaré', agendado para o dia 14 de maio, pode colocar o 'Fenômeno' a um passo de disputar o cinturão dos médios (84 kg) ao mesmo tempo que também pode abreviar sua carreira.

Isso porque, uma nova derrota a esta altura do campeonato não lhe daria tempo hábil para voltar à fila e engrenar nova série de triunfos. Ciente disso, Belfort recusou encarar Anderson Silva no Brasil e apostou duas fichas nos embates nos bastidores para cavar uma revanche com Luke Rockhold, atual campeão e a quem nocauteou anos atrás.

Com a derrota no tapetão, o veterano, que já declarou que sua única motivação no esporte é buscar mais título, teve que se adiantar em escolher o rival que estivesse apto a colocá-lo no topo da divisão e com a agenda livre. "O Belfort percebeu que se não pegasse uma luta ia ficar para trás na fila pelo cinturão", resumiu Decker em entrevista ao programa 'Revista Combate'.

Em rápido apanhado, vemos essa era sua única opção. Rockhold, como campeão de fato, lhe foi negado. Weidman, seu último algoz e que o tratorizou no primeiro assalto, não faria sentido. Romero, virtual próximo da fila, foi flagrado no exame antidoping e aguarda a definição de sua punição. Ao mesmo tempo, Anderson e Bisping se enfrentam no final de fevereiro.

Ou seja, Jacaré, que assim como Vitor precisa de um triunfo urgentemente para voltar a figurar entre os que brigam por um title shot, foi naturalmente escalado para o lado oposto do octógono. E aí, meu caro, é oito ou oitenta. Mais forte, jovem, em ritmo de luta e com um chão de outro planeta, o campeão mundial de jiu-jitsu garante favoritismo na saída. O que, caso se confirme, deve significar o fim da última cartada de Vitor Belfort neste esporte.

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