POLÍTICA
19/01/2018 12:18 -02 | Atualizado 19/01/2018 12:18 -02

Culpado uma ova, Bolsomico e Dancinha da tornozeleira: As marchinhas políticas de 2018

“Marcelinho / Não fique assim / Quarta de cinzas a folia / Chega ao fim.”

NurPhoto via Getty Images
Bloco de carnaval Esfarrapados, no centro de São Paulo.

As eleições são em outubro, mas a política já está dando as caras no Carnaval. Os pré-candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro são temas de marchinhas. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), também não ficaram de fora.

Em defesa do ex-presidente, a campanha "Cadê a Prova?" apostou no ritmo carnavalesco. "Não tem mala de dinheiro / Não tem conta na Suíça", diz a música, em uma comparação do julgamento do petista com as investigações envolvendo o presidente Michel Temer e o ex-deputado Eduardo Cunha.

Já os mineiros da Orquestra Royal, escolheram como tema o deputado federal que pretende disputar o Palácio do Planalto pelo PSL. A música faz trocadilhos com expressões usadas por seus defensores. Em vez de "Bolsomito", é "Bolsomico". Já a frase "é melhor Jair se acostumando" virou "É melhor Jair embora".

O grupo também lembrou de decisões polêmicas de Gilmar Mendes, que liberou da prisão autoridades como o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) e o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como "rei do ônibus".

Na Dancinha da Tornozeleira, são citados os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR) e o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), entre outros que teriam sido agraciados por decisões do magistrado. Os três são investigados na Operação Lava Jato.

O ministro também serviu de inspiração para João Roberto Kelly, autor de clássicos como Cabeleira do Zezé e Mulata Iê Iê Iê. Dessa vez, o refrão é "Alô, Gilmar / Eu tô em cana / Vem me soltar".

Os Marcheiros também deram sua homenagem ao magistrado e ao prefeito do Rio. Evangélico, Crivella é conhecido pela falta de apoio à folia. "Marcelinho / Não fique assim / Quarta de cinzas a folia / Chega ao fim", diz a letra que simula uma conversa do prefeito com Deus.

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