COMPORTAMENTO
12/01/2018 10:41 -02 | Atualizado 12/01/2018 10:49 -02

Belém celebra 402 anos. Conheça os ritmos típicos carimbó e tecnobrega

Os ritmos são considerados patrimônio imaterial do Brasil.

Paulo Santos / Reuters
Belém, no Pará, comemora 402 anos.

Cupuaçu, bacuri e taperebá. Jambu, açaí e andiroba. Tacacá e tucupi. Carimbó, lambada e tecnobrega. Ainda não sabe de onde estamos falando? Seja bem-vindo a Belém, no Pará. A cidade do norte brasileiro completa 402 anos nesta sexta-feira (12) e, para comemorar a data, está prevista uma programação com direito a missa, inaugurações e o tradicional bolo gigante de 20 metros, compartilhado pelos moradores em meio à praça do mercado Ver-o-Peso.

A festa continua com shows de artistas locais no final do dia. Quem conhece a capital paraense sabe que a cidade respira musicalidade. Uma das bandas que irá se apresentar é o grupo Marmenino, que mistura em seu repertório a cúmbia e o merengue.

"São músicas que revelam o jeito belenense de ser", compartilhou Fellipy Fernando, vocalista da banda, em entrevista ao G1.

E haja ritmos. Belém é conhecida por exportar para o resto do Brasil contribuições em diversos estilos, desde a música clássica, com o compositor Gentil Puget, até a música popular brasileira, com nomes como Fafá de Belém e Leila Pinheiro.

Mas é no tecnobrega e no carimbó que Belém potencializa sua criatividade. Os ritmos, considerados patrimônio imaterial do Brasil, atravessam as classes sociais e se espalham em bailes festivos entre as 39 ilhas que compõem a capital.

Tecnobrega

O brega paraense tem como uma de suas principais características a diversidade. O ritmo mistura nuances de lambada e da guitarrada. Após o triunfo do "brega da saudade" e do "brega marcante", com bandas de sucesso como Calypso, o ritmo foi revisitado e ganhou elementos eletrônicos com a inclusão de teclado e samplers de computadores. Em estúdios simples, DJs e produtoras independentes deram o pontapé na comercialização do gênero musical. Atualmente, nomes como Felipe Cordeiro e Gaby Amarantos popularizaram ainda mais o tecnomelody.

Carimbó

"O Carimbó é a dança típica da região. Não tem jeito, dança rico, dança pobre, todo mundo gosta." Essa é a frase que resume o suíngue do carimbó, de acordo com Marcela Cebolao, 22 anos, em entrevista ao HuffPost Brasil. A paraense se mudou de Belém e reside em São Paulo há cinco anos. Para ela, o "calor" das pessoas, as comidas típicas e a celebração do Círio de Nazaré são as características da cidade que mais fazem falta.

De origem indígena e com influências da música africana, o carimbó é uma dança de roda típica do Pará e os tambores são instrumentos imprescindíveis para a roda acontecer. Além disso, as saias rodadas e coloridas dão ainda mais destaque à coreografia.

Aqui, uma lista do Spotify para você.

É impossível não se deixar contaminar pela energia belenense.

Parabéns, Belém!

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