POLÍTICA
08/01/2018 19:42 -02 | Atualizado 08/01/2018 19:42 -02

Marconi Perillo recebeu R$ 200 mil em doações de empresas de segurança

Goiás, estado governado pelo tucano, enfrenta crise nos presídios neste início de ano.

Reprodução / Facebook
Financiado por empresas de segurança, governador Marconi Perillo enfrenta crise nos presídios de Goiás.

Atualmente no centro de uma crise nos presídios de Goiás, o governador do estado, Marconi Perillo (PSDB), recebeu, na campanha de 2014, R$ 201 mil em doações de empresas de segurança, de acordo com informações prestadas à Justiça Eleitoral. No total, a campanha arrecadou R$ 25,29 milhões.

Foram R$ 159 mil em doação da Total - Vigilância e Segurança. No site, a empresa oferece serviços de vigilantes armados e monitoramento eletrônico de imóveis 24 horas, entre outros.

Já a Artseg Segurança e Vigilância doou R$ 10 mil para o tucano. Em agosto de 2016, a empresa fechou um contrato no valor de R$ R$ 15,61 milhões, de acordo com o termo aditivo, assinado pelo secretário de Gestão e Planejamento, Joaquim Claudio Figueiredo Mesquita e com vigência de um ano.

Também foi de R$ 10 mil a doação da Convig Vigilância e Segurança. A Centro Oeste Vigilância e Segurança, que oferece vigilantes armados e serviços eletrônicos, contribuiu com R$ 11 mil. Já a Escudo Vigilância e Segurança doou R$ 11 mil.

Crise prisional em Goiás

Desde o começo do ano, o Complexo Penal de Aparecida de Goiânia (GO), região metropolitana da capital do estado, foi cenário de três rebeliões. A primeira, em 1º de janeiro, terminou com nove mortes, 14 feridos e mais de 200 fugas.

Nesta segunda-feira, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministra Cármen Lúcia, chegou a se reunir com o governador para discutir a situação.

Logo após a primeira rebelião, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, criticou o governo tucano e informou que o Estado gastou somente 18% da verba de R$ 32 milhões do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional).

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