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26/12/2017 12:07 -02 | Atualizado 26/12/2017 12:07 -02

Só 20% dos brasileiros são favoráveis às privatizações, diz Datafolha

A rejeição ao processo dominou diversos segmentos da população, independentemente de escolaridade, partido de preferência e região.

Adriano Machado / Reuters
O governo propôs o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), que prevê concessões e desestatizações, entre elas a da Casa da Moeda do Brasil e a Eletrobras.

Só 20% dos brasileiros são favoráveis às privatizações, enquanto 70% são contra e 9%, indiferentes ou não sabem. Também 67% consideram que a venda de empresas públicas para companhias estrangeiras traz mais prejuízos do que benefícios. As informações são resultado do último levantamento realizado pelo Instituto Datafolha e divulgado nesta terça-feira (26).

A rejeição ao processo dominou diversos segmentos da população, independentemente de escolaridade, partido de preferência, região e aprovação à gestão Michel Temer.

Apesar disso, há diferentes nuances de rejeição e aprovação em cada segmento. Norte e Nordeste têm as maiores taxas de reprovação: 78% e 76% respectivamente.

A Petrobras

A Petrobras é a maior empresa estatal do Brasil e foi alvo de esquemas de corrupção investigados pela Operação Lava Jato. Ainda assim, a maioria dos brasileiros rechaça sua privatização: 70% da população é contrária e 21%, favorável.

A rejeição é ainda maior do que a pesquisa feita pelo Datafolha em 2015, quando 61% dos entrevistados eram contra e 24%, a favor.

Eleições 2018

O anúncio de privatização da Eletrobras pelo governo federal, em novembro, reacendeu o debate entre os pré-candidatos à Presidência em 2018. Além disso, a agenda econômica de desoneração do Estado levada pelo governo de Michel Temer tem grande apoio do mercado, mas uma rejeição histórica do eleitorado.

Neste cenário, apenas dois presidenciáveis defendem avidamente as privatizações: Henrique Meirelles, atual ministro da Fazenda e possível candidato pelo PSD, e João Amoêdo, pré-candidato pelo partido Novo.

Meirelles é o responsável, no governo Temer, pelo Programa de Parcerias de Investimento (PPI), que prevê concessões e desestatizações, entre elas a Casa da Moeda do Brasil e a Eletrobras.

Amoêdo e seu partido Novo têm na economia seu principal foco. Ele defende a diminuição do tamanho do Estado, o que inclui as privatizações. Em entrevista ao HuffPost Brasil, criticou a "ineficiência" do serviço público como principal motivador dessa prática.

João Doria, um contumaz defensor das privatizações, ficará de fora da corrida presidencial em prol de seu amigo Geraldo Alckmin, que deve ser o candidato do PSDB à Presidência.

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