COMPORTAMENTO
24/12/2017 11:52 -02 | Atualizado 24/12/2017 11:53 -02

Aqui está o guia definitivo para não brigar com a família neste Natal

Apesar de tudo, é absolutamente saudável que uma família debata ideias.

Reprodução/TV Globo
Situações como ceia de Natal com toda a família à mesa podem passar de um momento de amor e descontração a uma guerra infinita.

Então, é Natal... Cara, fica tranquilo, respira, vai dar tudo certo.

Nós sabemos que o conflito entre gerações é difícil, que tios e tias podem fazer comentários inconvenientes e que toda reunião de família tem um enorme potencial de explodir aquele núcleo porque todo mundo pensa diferente e quase ninguém está disposto a ceder nas discussões.

É o palmeirense dizendo que o campeonato foi comprado, é um que torce pela Clara e outro que acha que o Gael não foi tão ruim assim, é gente falando que o novo clipe da Anitta foi um hino enquanto outros juram que foi a pior música do ano, as feministas tentando convencer que não são só as mulheres que devem lavar a louça e não tem nada de errado com o comprimento da saia, os interrogatórios intermináveis e vários outras coisinhas que podem dar errado.

Situações como ceia de Natal com toda a família à mesa podem passar de um momento de amor e descontração a uma guerra infinita.

Por isso, o HuffPost Brasil buscou a ajuda da Carolina Nalon, coach especialista em Comunicação Não Violenta do Instituto Tiê, para preparar o guia definitivo para não brigar com a família neste final de ano.

Leia atentamente cada uma das regras:

1. Primeiro, escute

Por muitas vezes, no afã de falar, nos esquecemos de uma premissa básica em uma conversa: ouvir o outro. "Um bom sinal de que sua discussão não vai dar em lugar nenhum é quando as pessoas que estão discutindo estão falando ao mesmo tempo. Se você perceber que isso está acontecendo, silencie", orienta Carolina Nalon.

E aqui é escutar mesmo, de ouvidos e coração abertos. "Muitas vezes nós estamos somente quietos já pensando na resposta. Isso não é escutar", lembra Nalon. Esse execício inclusive vai te ajudar a entender por que o outro pensa daquele jeito e qual deve ser o seu argumento para continuar a conversa. O diálogo não vai fluir se as duas pessoas estiverem mais preocupadas em performar um textão de Facebook.

2. Respeite

Ouvir atentamente é só o primeiro passo. O segundo é mostrar que você respeita seu interlocutor por mais que discorde dele. E você respeita, pois estará discutindo com uma tia, um primo ou uma avó que já trocaram suas fraldas, te deram sorvete e te amam muito.

Nolan dá a dica:

"Para aumentar suas chances de ser escutado, é importante você reconhecer que compreendeu o que a pessoa falou. Quando você deixa a outra pessoa falar e demonstra que compreendeu o que ela disse, a chance dela te deixar falar e tentar te compreender aumenta. Não se trata de um método infalível. Às vezes, a pessoa está tão mexida com o que está sendo discutido que você precisa deixá-la falar muito até que possa te escutar. A ideia aqui é você configurar um tom de compreensão para a conversa."

3. Não ataque

Agora que você já escutou atentamente e demonstrou que respeita o seu ente querido, é hora de dar mais um passo em direção à plenitude no Natal: exponha suas ideias sem brigar.

Às vezes, as contradições são contornáveis. Em outras, envolvem assuntos mais delicados, como racismo, machismo e homofobia. Em todo o caso, Carolina lembra:

"Na hora de expor seus argumentos, é muito importante argumentar a ideia em vez de atacar a pessoa. Evite os rótulos, não diga 'você está sendo machista', 'você é uma feminazi', ou 'você é um racista', por mais que na sua cabeça a pessoa seja tudo isso mesmo."

No fim, o que queremos mesmo é que aquele parente saia dessa conversa com seus preconceitos desfeitos ou que ele pelo menos leve em consideração o outro lado da história. E isso só é possível com paciência e empatia.

Apesar de tudo, é absolutamente saudável que uma família debata ideias. Quando isso acontece, todos aprendem e crescem juntos.

Tenham todos um Feliz Natal!

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